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Agronegócio

Atualizada 02 ago 22

CUIABÁ - No fechamento de jul.22, as cotações médias da arroba do boi e da vaca gorda registraram acréscimo de 4,73% e 5,04%, respectivamente, no comparativo com o mês passado. Com isso, os preços fixaram-se na média de R$ 286,97/@ e R$ 272,05/@, na mesma ordem.
Os principais fatores que influenciaram para este cenário estiveram atrelados à menor oferta de animais no decorrer do mês, por conta do período de entressafra, enquanto a demanda externa manteve-se em elevados patamares no mesmo período e a interna esteve mais aquecida na primeira quinzena. No entanto, é importante destacar que na última semana de jul.22 um movimento de maior oferta dos animais confinados no 1º giro começou a surtir efeito no mercado e influenciou nos preços, que somada à retração da demanda no final do mês, a arroba começou a ser pressionada em ambas as categorias.
ALONGOU: com o mercado bem ofertado, os frigoríficos não encontraram dificuldades na composição das escalas de abate, que ficaram na média de 7,79 dias na última semana.
RETRAIU: com a expectativa de aumento na oferta de bovinos em out.22, o mercado futuro apresentou recuo de 0,54% no comparativo com a última semana.
DESVALORIZOU: com uma oferta intensificada no mercado, o preço médio do bezerro de ano desvalorizou 1,11% ante a semana passada e ficou cotado na média de R$ 2.678,26/cab.
Recentemente, o Imea divulgou os dados dos custos de produção referentes ao 2° trim.22 para a pecuária de corte mato-grossense.
Dessa forma, os sistemas de cria e ciclo completo registaram aumento no custo operacional total (COT) de 6,22% e 6,30%, respectivamente, ante o 1º trim.22 e fixaram-se em R$ 177,81/@ e R$ 149,50/@, na mesma ordem. Esse cenário foi impulsionado pelos preços da suplementação animal, que variou +10,67% e +8,74%, respectivamente, no mesmo período, devido à valorização dos concentrados como o milho e farelo de soja.
Em contrapartida, apesar do cenário dos suprimentos apresentar alta de 14,86% – no mesmo comparativo –, o custo operacional total do sistema de recria e engorda diminuiu em 2,45% ante o 1º trim.22 (R$ 265,19/@), sendo puxado, especialmente, pela queda no custo com aquisição de animais (-10,38%). Esse recuo nos preços da reposição foi reflexo da elevada oferta que começou a surgir e impactou nas cotações.

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Atualizada dia 26 jul 22

CUIABÁ - Em jun.22, o mercado do boi gordo na praça mato-grossense reduziu 3,51% ante a mai.22 e registrou média de US$ 54,37/@. Apesar da valorização do dólar, que exibiu alta de 1,82% no mesmo comparativo e atingiu patamares de US$ 5,04, o aumento da oferta de animais terminados, tanto no sistema a pasto quanto no 1º giro de confinamento, promoveu o cenário de retração.
A pressão observada foi de alcance mundial, uma vez que os principais países exportadores também apresentaram recuo na média mensal, com destaque para a Argentina, que reduziu 7,05% nos seus preços frente a mai.22 e ficou cotada a média em US$ 60,15/@. Esta queda foi reflexo da menor movimentação agropecuária no país, visto que a greve dos caminhoneiros impactou no escoamento das produções agrícolas e pecuárias, estagnando os mercados interno e externo da nação
REDUÇÃO: oferta de boi continua em alta, uma vez que não há pastos para a retenção dos animais e, com isso, o preço da arroba caiu 1,17% ante a semana passada.
QUEDA: na mesma conjuntura do gado gordo, a vaca gorda tem sido oferecida em grande escala e teve declínio de 1,28% ante a semana passada, na média de R$ 270,71/arroba.
DESVALORIZOU: acompanhando o cenário de excedente na oferta, o mercado futuro exibiu decréscimo de 0,77% ante a semana passada e fechou na média de R$ 325,63/@.
Queda nas cotações da arroba faz o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo diminuir 0,19 p.p de mai.22 para jun.22.
A quantidade de animais enviados para abate aumentou em junho devido ao cenário de estiagem, o que pressionou as cotações nas praças analisadas, que diminuíram 1,34% em Mato Grosso e 1,55% em São Paulo, ambas ante a mai.22, e ficaram cotadas na média de R$ 276,29/@ e R$ 321,34/@, respectivamente.
Com a dificuldade no escoamento da proteína à população devido ao baixo poder de compra, as indústrias operaram de maneira limitada nas compras e com escalas de abates mais longas, o que reforçou o movimento de recuo, especialmente em São Paulo. Diante do cenário de recuo nos preços praticados em jun.22, o diferencial ficou na média de -14,02%, indicando maior proximidade entre as cotações. Para jul.22, espera-se volatilidade nos preços devido a menor oferta de animais a pasto e entrada dos confinados.

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Atualizada 19 jul 22

CUIABÁ - De acordo com os dados de jun.22 divulgados pela Secex, a quantidade exportada em equivalente de carcaça aumentou 7,47% ante a mai.22 e totalizou 45,56 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso. Com o aquecimento da demanda externa pela proteína, a receita total registrou valorização de 15,16% em comparação com o mês anterior, o que gerou um valor de US$ 244,83 milhões.
Dentre os países importadores da carne matogrossense, a China e Hong Kong se mantiveram como os principais players e representaram juntos 75,14% do volume total exportado. O gigante asiático aumentou sua importação em 20,32% ante a mai.22 e adquiriu 34,23 mil t de carne, o que resultou numa receita de US$ 193,06 milhões. Esse valor representou 78,85% do capital total gerado pelas exportações mato-grossenses. 
PRESSIONADO: devido à estiagem, a oferta de bovinos aumentou, o que gerou uma queda de 0,37% no preço da arroba do boi gordo, que ficou na média de R$ 289,06.
DIMINUIU: com o cenário análogo ao do boi gordo, a vaca gorda desvalorizou 0,44% ante a semana passada e apresentou média de R$ 274,23/@.
ESFRIOU: o mercado da reposição segue estagnado com uma grande quantidade de ofertas. Dessa forma, o preço do bezerro caiu 1,36% ante a semana passada.
Segundo o Indea-MT, o abate total de bovinos em MT apontou alta de 4,58% de mai.22 a jun.22 e totalizou 445,51 mil cabeças abatidas. 
A conjuntura que corroborou com esse cenário esteve atrelada à maior oferta de animais machos, devido à liberação dos lotes finais de animais terminados a pasto, ao início do período de seca e à entressafra dos bovinos.
Sendo assim, o abate total de machos para o período apresentou aumento de 7,00% no comparativo mensal e registrou volume de 248,56 mil cabeças abatidas em jun.22. Observadas as regiões, a noroeste e médio-norte lideraram o abate de machos, com adição de 36,88% e 21,08% de mai.22 a jun.22, respectivamente.
No cenário das fêmeas, a região médio-norte foi a de maior influência, com alta de 42,43% para o mesmo período. No acumulado do 1º sem.22, o abate total de bovinos em MT apresentou alta de 5,22% ante o 1º sem.21, com adição de 116,05 mil cabeças, foi totalizado 2,34 milhões de cabeças abatidas em 2022.

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Atualizada 12 jul 22


CUIABÁ - Segundo o IBGE, no 1º trim.22 o abate de bovinos no país aumentou 5,88% (+128,52 mil cab.) ante o primeiro trimestre de 2021, cenário impulsionado pela quantidade de fêmeas abatidas, equivalente a 72,37 mil ton a mais do que no mesmo período no ano anterior. Diante da maior oferta de animais e intensa demanda externa, a produção brasileira de carne bovina registrou acréscimo de 6,46% no mesmo período.
Nessa mesma conjuntura, em Mato Grosso os abates aumentaram 7,55% (+26,23 mil cab.), ante o 1° tri.21, e isso intensificou a produção de carne em 7,84%, no mesmo comparativo, com o volume total de 95,76 mil kg produzidos. Vale destacar que o pico da produção ocorreu em janeiro (+116,40 mil kg), devido à elevada demanda chinesa no período. No entanto, nesse mesmo período a demanda interna permaneceu estagnada, devido aos altos patamares da proteína bovina no varejo. 
AUMENTOU: a demanda mais aquecida de início de mês animou o setor e, com a oferta mais limitada no estado, a arroba do boi gordo registrou alta de 1,48% na última semana.
VALORIZOU: no mesmo movimento, o preço médio da arroba da vaca gorda registrou um leve incremento de 0,90% ante a semana passada e ficou cotada a R$ 275,45.
MAIS PRÓXIMO: com o incremento ocorrendo de forma menos intensa em MT ante o cenário de SP, o diferencial de base se alargou em 0,88 p.p. no comparativo semanal.
Segundo o Imea, o Valor Bruto de Produção (VBP) do boi representou 13,98% da participação agropecuária de Mato Grosso.
A terceira estimativa de 2022 do VBP de Mato Grosso estimou alta de 43,83% quando comparado à 7ª estimativa de 2021 e somou R$ 205,83 bilhões ao todo. A pecuária representou 16,59% do resultado, enquanto a agricultura correspondeu com 83,41%. No comparativo das cadeias, a pecuária de corte foi responsável por R$ 28,78 bi. de participação, resultado 0,56% inferior se comparado com a última estimativa (abr.22), cenário puxado pelos preços mais baixos dentro da porteira.
Ao analisar as perspectivas para 2022 ante a 2021, espera-se um incremento de 12,33% no VBP da pecuária de corte, com acumulo de R$ 28,78 bilhões. Essa alta baseia-se na maior produção de carne no estado devido ao atual momento do ciclo da bovinocultura, onde tem ocorrido uma maior oferta de animais para o abate, especialmente das fêmeas.

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Atualizada dia 05 jul 2022

CUIABÁ - A carne brasileira, com destaque para a mato-grossense, vem adquirindo maior visibilidade e competitividade no mercado externo, devido aos fatores relacionados à qualidade e questões sanitárias. Essa elevada demanda tem influenciado, inclusive, para o maior valor agregado do produto no mercado internacional, uma vez que o preço médio da carne comercializada no mercado externo foi 20,19% superior à precificação da carne bovina no mercado interno em mai.22.
Além do maior consumo mundial, a variação do câmbio também influenciou para essa conjuntura e o preço ficou na média de R$ 24,70/kg (+9,46% ante a abr.22). No entanto, no mercado interno o cenário foi de pressão na cotação média do atacado, devido à menor absorção do consumidor final frente aos preços elevados da proteína. Nesse sentido, o indicador ficou na média de R$ 19,71/kg, -3,67% em mai.22 ante a abr.22.
RETENÇÃO DE OFERTAS: o movimento de retenção de oferta se manteve no estado e isso resultou no aumento do preço da arroba do boi gordo em 2,96% ante a semana passada.
NO VERDE: o preço médio da vaca gorda registrou valorização de 3,03% no comparativo semanal. A oferta seguiu mais restrita que a dos machos em Mato Grosso.
MENOR DEMANDA: diante de um mercado de reposição pouco movimentado, o bezerro de ano desvalorizou 2,36% ante a semana passada, ficando em R$ 2.751,70/cab.
Segundo estimativas do USDA, em 2022 o Brasil será o segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de carne bovina no mundo.
A produção de carne bovina mundial segue liderada pelos EUA, que em 2021 produziu 12,73 milhões de ton e estima-se para 2022 recuo de 0,81% na produção. Já para o Brasil, 2º no ranking, a estimativa é de aumento de 3,68% em 2022, somando 9,85 milhões de ton – reflexo este do incremento no volume de animais enviados ao abate, com destaque para as fêmeas.
Com relação ao consumo doméstico da proteína, o USDA projeta uma demanda para 2022 de 10,23 milhões de ton para a China, que se posiciona atrás apenas dos EUA, visto que o acumulado do ano até o momento já ultrapassa os resultados do ano passado. Esse resultado no consumo segue pautado no novo hábito do consumidor final para a proteína. Já o Brasil e União Europeia, terceiro e quarto colocado, o USDA estima um consumo de 7,31 milhões de ton e 6,45 milhões, na ordem.

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Atualizada dia 28 jun 2022

Como sazonalmente ocorre no período de entressafra, o produtor busca por suplementar seus animais diante da menor disponibilidade de pastagens no estado. Dentre os insumos mais procurados, estão: o milho e o farelo de soja. No entanto, com a pressão na cotação do dólar no último mês, o preço médio do farelo de soja foi desvalorizado em 5,02% em mai.22 ante a abr.22.
Nesse mesmo período a arroba do boi gordo desvalorizou em 4,45% em Mato Grosso. Com isso, a relação de troca aumentou para 120,00 kg/@ (+1,44%) – cenário propício para o pecuarista. No entanto, com relação ao milho, o momento de colheita fez o indicador ser pressionado em 3,83% no mesmo comparativo, sendo então necessários 3,94 sc/@, cenário que desestimulou pontualmente os atuantes da área para realizar maiores negociações na aquisição desse insumo.
REAGIU: na última semana o preço médio da arroba do boi gordo subiu de maneira mais intensa (+2,45%) ante a semana passada, devido à oferta que começou a se limitar no estado.
VALORIZOU: acompanhando o movimento do mercado dos animais machos, as fêmeas também valorizaram (+4,34%) no comparativo semanal, ficando cotadas a R$ 264,95 a arroba.
ENCURTOU: com o cenário contínuo de retração na oferta, os frigoríficos tiveram de encurtar suas escalas de abate em 2,60% ante a semana passada, ficando na média de 6,37 dias.
Para o 2º semestre de 2022, as expectativas são de preços mais estáveis para a arroba do boi gordo mato-grossense, segundo a B3.
Após um cenário de intensa pressão na arroba devido à maior oferta de bovinos em mai.22, o movimento das cotações tende a se inverter nos próximos meses com o período de entressafra.
De acordo com a B3, são esperadas leves valorizações nos preços até nov.22, quando se prevê o pico de R$ 303,29/@. Esse cenário se deve ao período final da entressafra do boi, em que se tem menores ofertas dos animais terminados.
Por outro lado, a partir de então o indicador tende a diminuir para R$303,11/@ em dez.22, movimento pautado no aumento da oferta, devido ao período das águas. Por fim, um ponto de atenção se dá pelo lado da demanda, uma vez que, além das festividades anuais de final de ano, as eleições e a copa do mundo tendem a influenciar para um incremento no consumo da proteína, fator que pode impulsionar o preço.

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Atualizada dia 21 jun 2022

CUIABÁ - O aumento de animais abatidos (+28,49%) em MT influenciou para a maior utilização da capacidade das instalações dos frigoríficos em mai.22. Para se ter ideia, a utilização real informada pelas indústrias registrou incremento de 15,62 p.p. ante o mês pas-sado e atuou com 88,82% da capacidade real no estado, resultado equivalente à média de 18,20 mil cabeças/dia.
No mesmo sentido, a utilização em operação aumentou 8,52 p.p. no mesmo comparativo, pois, apesar do maior número de dias úteis, o incremento elevado no abate e a exclusão de 12,34% das indústrias que ainda permaneceram paradas em mai.22 influenciaram para este movimento. Dessa forma, a utilização total ficou praticamente estável em 33,68 mil cabeças/dia. Para jun.22, ainda se espera elevada oferta de bovinos devido ao início da seca, e o retorno das compras de algumas indústrias tende a aumentar a competitividade no mercado.
SUBIU: com menos animais sendo ofertados e uma reação positiva da demanda interna nesta primeira quinzena, o preço médio da arroba do boi gordo subiu 1,31% no comparativo semanal.
INCREMENTO: o incremento na procura pela carne bovina influenciou também no preço médio da arroba da vaca gorda, a qual ficou cotada a R$ 253,92 em Mato Grosso.
MENOS DIAS: diante da retração na oferta de bovinos, a escala de abate apresentou um recuo de 3,25% ante a semana passada e ficou na média de 6,54 dias.
No comparativo de mai.22 ante a abr.22, o volume das exportações de carne bovina em equivalente carcaça retraiu 8,85% em MT. Em mai.22 foram embarcadas cerca de 42,39 mil toneladas de carne bovina, resultado 8,85% inferior ao volume observado no mês anterior, quando 46,51 mil toneladas foram exportadas. Ao analisar o faturamento, o recuo registrado foi de 3,72%, o que correspondeu com o total de US$ 212,60 milhões de dólares.
A China, somada a Hong Kong, continua sendo a principal importadora da proteína, uma vez que suas compras somaram em mai.22 um total de 28,40 mil toneladas embarcadas (resultado 5,90% inferior ao do mês anterior). No entanto, o que de fato pressionou as negociações foram os países do Oriente Médio, que no mesmo comparativo registraram uma redução de 28,05% nas aquisições mato-grossenses, com destaque para a Palestina, em que a queda registrada foi de 65,50% no mesmo comparativo mensal.

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Publicado em 14 jun 2022
bovinosCUIABÁ - No acumulado de janeiro a maio, o volume total de bovinos encaminhados ao abate aumentou 4,56% ante o mesmo período de 2021. Dentre as macrorregiões do estado, a de maior destaque quanto à quantidade de animais foi a oeste, que totalizou 390,20 mil cabeças, e, em seguida, estiveram a sudeste e a norte, com o resultado de 309,98 e 302,61 mil animais abatidos, respectivamente.
Esse resultado foi influenciado pela maior parcela dos frigoríficos habilitados para a China se encontrarem nessas localidades, o que motivou o aumento do indicador. No entanto, quando se analisa a variação sobre o resultado do mesmo período de 2021, as regiões nordeste e centro-sul registraram maiores acréscimos ante as demais regiões (+18,37% e +7,74%, respectivamente).
O principal ponto balizador para esta conjuntura esteve associado à maior oferta de matrizes de descarte, que surgiram com mais intensidade principalmente no 1º trim.22.
QUEDA: na semana passada, a elevada oferta fez com que a arroba do boi gordo registrasse recuo de 0,51% no indicador médio ante a semana anterior.
DIMINUIU: no mesmo sentido, a cotação média da arroba da vaca gorda apresentou queda de 0,54% ante a semana passada e fixou-se em R$ 250,91.
ENTRESSAFRA: com o pico de entressafra estimado para out.22, o contrato futuro da arroba do boi gordo registrou acréscimo de 2,48% no comparativo semanal.
Em mai.22, Mato Grosso e São Paulo registraram desvalorização no preço médio da arroba do boi gordo, sendo de 4,74% e 3,47%, respectivamente, ante o mês anterior, e fixaram-se na média de R$ 280,04/@ e R$ 326,41/@ na mesma ordem (ambas as cotações livres de impostos). Com o inicio do período de entressafra, a disponibilidade de pasto tem diminuído e os produtores iniciaram um movimento mais intenso de oferta dos seus animais já aptos para o abate – cenário que influenciou na pressão observada nos preços do indicador. Porém, a estagnação da demanda interna foi mais intensa em Mato Grosso e esse baixo escoamento pressionou a arroba em MT de forma mais acentuada. Assim, no comparativo com o mês anterior houve uma expansão no diferencial de base de 1,14 p.p., e o resultado ficou na média de -14,21% entre as praças. (Ascom IMEA)

Atualizada dia 02 ago 22

CUIABÁ - 
A cotação do farelo de soja em Mato Grosso apresentou incremento de 1,66% ante a semana passada e 10,32% em relação ao mesmo período do ano passado, com média semanal de R$ 2.450,00/t. O aumento esteve pautado pela valorização do produto em Chicago, que apresentou alta de 9,26% comparado à semana passada. Além disso, a liberação da importação de farelo para a China foi outro fator altista no mesmo período.
Para o óleo de soja, o preço do subproduto apresentou queda de 1,27% ante a semana anterior, ficando precificado na média de R$ 6.800,00/t no estado. O principal motivo da desvalorização são os fundamentos do quadro de oferta e demanda (maior produção do óleo vegetal mundial e menor consumo da China) que continuam impactando o valor do produto. Por fim, apesar da constante desvalorização no preço do óleo de soja, o indicador ainda é 8,80% maior que o do mesmo período do ano passado.
SOJA MT: o preço da saca de soja disponível em Mato Grosso houve um acréscimo de 1,44% no comparativo semanal, acompanhando o mercado internacional.
CHICAGO EM ALTA: a cotação da saca de soja americana valorizou-se na CME-Group de 7,62%, ante a semana anterior, pautada pelas condições climáticas nos EUA.
PRÊMIO SOBE: o prêmio de Santos contou com um avanço de 36,17% quando comparado com a semana passada, a fim de aumentar os incentivos ao escoamento do grão.
O Imea manteve a projeção da safra de soja para a temporada 22/23 em Mato Grosso.
A área no estado permaneceu prevista em 11,81 milhões de ha, aumento de 2,92% ante a safra 21/22. o que tange aos rendimentos, as projeções continuam limitadas e, por isso, a estimativa foi mantida em 58,58 sc/ha para a safra 22/23, indicando um recuo inicial de 1,26% em relação aos rendimentos da safra 21/22. Daqui em diante, os olhares se intensificam em relação ao clima, visto que restam menos de 45 dias para o fim do vazio sanitário da soja em MT.
Para o mês de setembro, a média dos modelos climáticos do NOAA aponta chuvas dentro das médias históricas para o mês. O maior volume de precipitações está previsto para outubro, período que quase todo o estado
poderá receber chuvas acima da média histórica.
Por outro lado, espera-se que até o final do ano o fenômeno La Niña prevaleça em MT, o que pode gerar uma série de mudanças nos padrões climáticos, como atrasos nas precipitações no início da primavera em MT, desse modo postergando a semeadura da soja.

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Atualizada dia 26 jul 22

CUIABA - O preço da soja para o contrato corrente na CME-Group ficou cotado na média de US$ 14,55/bushel na última semana, queda de 7,89% ante a semana passada. O cenário de incerteza no mercado financeiro mundial (recessão econômica) continua influenciando os preços da oleaginosa.
Além disso, mesmo com a China voltando a comprar um volume relevante na semana passada, o apetite do país asiático é inferior em relação ao mesmo período dos últimos anos e com a ampliação de novos casos da Covid-19 no país, a pressão sobre os preços em Chicago se intensificou. Por fim, para a próxima semana alguns fatores poderão refletir no valor da soja na CME-Group, como a perspectiva de chuvas nos EUA nos próximos dias e o acordo assinado entre a Ucrânia e a Rússia, que projeta um corredor de exportação no Mar Negro, o que possibilitará o escoamento dos grãos ucranianos retidos desde o início da guerra.
PARIDADE CAI: a paridade de exportação para março/23 teve uma desvalorização de 0,84% ante a semana passada, devido a queda no preço da soja em Chicago e no prêmio.
CEPEA EM BAIXA: acompanhando o mercado internacional, o preço da oleaginosa brasileira desvalorizou 2,20% no comparativo semanal, cotado na média em R$ 188,06/sc.
QUEDA DO PRÊMIO: com a menor fluxo nos portos, atrelada à desvalorização do mercado, o prêmio apontou recuo de 15,06% ante a semana anterior.
Com mais de 60% das áreas em estádio de florescimento na safra 22/23 nos EUA, o clima continua sendo um fator de atenção no país.
De acordo com os dados divulgados pelo USDA, até o último domingo (24/07) 59% das lavouras apresentam condições boas ou excelentes nesta temporada, recuo de 2 p.p. no comparativo semanal. A safra no país têm sofrido com a má distribuição de chuvas e com diversas ondas de calor, resultando em consequentes cortes na qualidade das lavouras desde as primeiras divulgações do Departamento. Por outro lado, o percentual de áreas em condições boas ou excelentes está 1 p.p. acima do observado no mesmo período da safra passada.
Para os próximos dias, as estimativas do NOAA apontam volumes de chuvas significativas, principalmente para o meio-oeste (uma das principais regiões produtoras) do país, o que pode favorecer o desenvolvimento da safra. Por fim, o mercado segue atento ao desdobramento da safra norte-americana, devido à preocupação quanto à produção aguardada para o país.

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Atualizada 19 jul 22

CUIABÁ - Em junho, o custo operacional efetivo (COE) da soja para a safra 22/23 em MT valorizou 53,46% ante a safra passada, previsto em R$ 6.249,39/ha. A maior parcela do aumento está no custeio, que houve acréscimo de R$ 1.958,16/ha em relação à safra 21/22, reflexo das altas no fertilizantes e corretivos (113,01%), semente de soja (68,99%) e defensivos (25,03%) observadas neste ano em relação ao ano passado.
Mesmo com os altos custos dos insumos, as importações dos fertilizantes em 2022 já registram recorde para o período, o que aliviou as preocupações quanto a disponibilidade do produto na safra. Além disso, vale destacar que nesta safra foi observada uma maior compra de insumos à vista, principalmente pelos grandes produtores, devido ao maior poder aquisitivo. Por fim, o ponto de equilíbrio da safra avançou 55,42% em relação à safra 21/22, e para que o produtor cubra o COE é necessário que venda a sua soja na média de R$ 106,68/sc.
ALTA EM MT: depois de duas semanas consecutivas em queda, o preço da saca da soja disponível exibiu acréscimo 0,39% no comparativo semanal em Mato Grosso.
CHICAGO DESVALORIZA: após instabilidades no mercado internacional, o preço da oleaginosa norte-americana teve uma queda de -0,92% ante a semana passada.
DÓLAR EM ALTA: seguindo em elevação devido ao aumento nas taxas de juros nos EUA, o dólar apresentou avanço de 0,74% em relação à última semana.
A segunda estimativa de oferta e demanda de soja em MT trouxe ajustes para a safra 21/22 e a primeira perspectiva para a safra 22/23.
A projeção para a safra 21/22 aponta um incremento de 4,20% na oferta aguardada para o estado ante a estimativa de abr.22, agora em 41,27 milhões de toneladas. Em relação à demanda, as exportações de MT apresentaram mais uma ampliação nesta expectativa, alta de 0,37% ante a divulgação de abr. 22, estimada em 24,35 milhões de t. Para a safra 22/23, é esperada uma ampliação na oferta de soja em 2,97% ante a safra anterior, projetada em 42,49 milhões de toneladas.
Pelo lado da demanda, estima-se que as exportações aumentem 2,46% em relação à safra 21/22, enviando ao exterior 25,78 milhões de t, pautado pela expectativa de alta no consumo mundial. No cenário nacional, a previsão é de que o consumo interestadual continue alto para esta safra (5,00 milhões de t), uma vez que, por ora, as previsões climáticas no sul do país trazem um ponto de atenção para a oferta da próxima safra. Por fim, os estoques finais ficaram previstos em 0,51 milhão de t. Relatório completo aqui.

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Atualizada dia 12 jul 22

CUIABÁ - O cenário de falta de espaço nos armazéns de MT continua influenciando na comercialização da soja no estado. Desse modo, as vendas da safra 21/22 no mês de jun.22 avançaram 3,41 p.p. ante a mai.22, negociando 82,08% da produção. A evolução nas negociações só não foi maior devido ao recuo de 1,09% no preço médio da oleaginosa em jun-22, precificado em R$ 164,49/sc no estado, pautado pela desvalorização da soja em Chicago.
Para a safra 22/23, a comercialização praticamente não avançou no mês de jun-22, ampliação mensal de apenas 0,98 p.p., chegando a 25,35% da produção negociada. Os altos patamares dos fertilizantes (relação de troca desfavorável) e as incertezas quanto à produção ainda limitam o avanço das negociações, que apresentam atraso de 9,23 p.p. ante a safra passada. No entanto, com o avanço do dólar no mês de junho, o preço médio da soja em MT valorizou 1,07% no comparativo mensal, alcançando a média de R$ 153,51/sc.
SOJA CAIU: com o recuo da soja em Chicago e a menor demanda no período, o preço médio da saca disponível no estado desvalorizou 2,60% ante a semana passada.
CEPEA EM QUEDA: acompanhando o mercado internacional que operou em queda, a saca brasileira de soja apresentou decréscimo de 1,75% no preço no comparativo semanal.
PARIDADE BAIXA: apesar do dólar apresentando alta, a queda em Chicago influenciou na paridade de exportação para mar.23, com recuo de 5,83% ante a semana anterior.
As exportações de soja em MT atingiram recorde no 1º semestre de 2022, segundo os dados da Secex. Os envios de soja chegaram ao acumulado de 20,12 milhões de t no 1º semestre, incremento de 0,72% ante o mesmo período do ano passado. O maior volume exportado está atrelado ao recorde na produção do estado e à quebra da safra sul-americana. Entre os principais compradores da oleaginosa, destaque para a China, que, apesar do menor apetite observado nos últimos meses devido à política de zero Covid-19, o acumulado dos envios avançou 11,03% no comparativo anual.
Além disso, a representatividade da China aumentou 9,85 p.p. no 1° semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado, participando em 2022 com 57,64% das compras da soja de MT. Por fim, é historicamente observada uma redução nos envios no 2º semestre devido à menor oferta do grão, no entanto, com o atraso na venda da soja neste ano e com o dólar apresentando trajetória de valorização, as exportações para os próximos seis meses poderão apresentar novo recorde para o período.

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Atualizada dia 05 jul 22

CUIABÁ - Na última quinta-feira (30/06), o USDA divulgou a estimativa de área plantada nos Estados Unidos. A nova projeção apontou um recuo na área de 2,91% ante o relatório de mar.22, ficando prevista em 35,74 milhões de hectares. A estimativa inicial (mar.22) apontava uma área de soja maior que a projetada para o milho (36,81 milhões de hectares).
No entanto, a grande evolução no final da semeadura do cereal e o avanço do consumo mundial, estimularam o produtor a cultivar mais o milho em vez de soja. Mesmo com o corte na projeção, a área estimada pelo Departamento é 1,28% maior que a observada no ano passado (de 35,29 milhões ha). Por fim, o USDA revisará os dados de alguns estados nos próximos meses devido ao atraso na semeadura da soja e, caso confirme o volume de área, espera-se uma menor produção para o país, o que poderá beneficiar a demanda de outros países, como o Brasil.
SOJA EM MT: com uma menor demanda para o período, o preço da saca de soja disponível em Mato Grosso apontou queda de 0,72% no comparativo semanal.
CÂMBIO CRESCE: houve uma valorização de 0,96% na cotação do dólar ante a semana passada, influenciada pela aversão ao risco diante da inflação mundial.
MT-CME: com a queda nos preços da oleaginosa no estado, o diferencial de base da saca americana apresentou aumento de 15,60% ante a semana passada.
Segundo o Imea, o Valor Bruto de Produção (VBP) da soja representou 49,23% da participação agropecuária de Mato Grosso.
A terceira estimativa de 2022 do VBP da oleaginosa exibiu incremento de 1,22% ante a projeção passada e 53,24% em relação a 2021, ficando projetada em R$ 101,33 bilhões no estado. Esse cenário de alta esteve pautado pelo aumento de 13,32% da produção em relação à safra passada e pelo preço médio da comercialização da safra, que apontou valorização de 35,23% em relação ao observado no ano passado.
Por outro lado, a participação da soja em relação à agropecuária do estado reduziu 21,05 p.p. ante o ano passado, devido ao incremento do VBP das outras culturas, principalmente o milho, que apresentou alta de 69,95% no comparativo anual. Por fim, ainda restam mais de 20,00% da produção da safra 21/22 para ser negociada e a volatilidade dos preços médios de comercialização poderá refletir na consolidação do VBP no estado. Clique aqui para acessar a análise completa.

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Atualizada 28 jun 2022

CUIABÁ - Na última semana, o contrato corrente de soja na CME-Group apontou queda de 3,98% no comparativo semanal e alcançou a média de US$ 16,34/bu. Somado a isso, o contrato de mar–23 desvalorizou 4,49% ante a semana passada, cotado na média de US$ 14,55/bu. Os principais fatores dessa queda são a aversão ao risco no mercado financeiro (especulação de recessão da economia global), a política de zero Covid-19 na China (com incerteza quanto ao consumo do país) e as condições favoráveis da safra americana.
Com o “derretimento” das cotações em Chicago, o preço da soja disponível em MT recuou 2,36% no comparativo semanal e, na paridade de exportação (mar–23), a desvalorização chegou a 3,71% no comparativo semanal. Por fim, o recuo nas cotações da soja no estado só não foi maior devido ao dólar, que valorizou 1,65% e 1,56% no comparativo semanal para o contrato corrente e para mar–23, respectivamente.
PRÊMIO VALORIZA: o maior fluxo nos portos aumentou o Prêmio Santos, valorização de 4,52% ante a semana passada, fechou na média de US$ 1,10/bu.
DÓLAR CRESCE: o dólar na última semana apresentou valorização de 1,46% no comparativo semanal, pautada ainda pelo aumento da taxa de juros nos EUA.
CHICAGO EM ALTA: com o aumento nas cotações do farelo em Chicago, o preço em Mato Grosso valorizou 4,00% em relação à semana passada.
Segundo os dados do USDA, a semeadura da soja para a safra 22/23 nos EUA, alcançou 98,00% das áreas finalizadas até o último domingo (26/06). 
Do total cultivado até o momento no país, 91,00% das áreas já estão emergidas e, 65,00% delas apresentam condições boas ou excelentes. Em relação aos principais estados produtores, o Iowa e Illinois estão praticamente com os trabalhos a campo finalizados e as lavouras estão apresentando 80,00% e 66,00% em condições boas e excelentes, respectivamente. Mesmo com o grande percentual de áreas em condições favoráveis até o momento, o principal termômetro da safra é o clima, que ainda segue em aperto no país.
Para os próximos sete dias, são aguardados de 35 a 15 mm de precipitações na maioria das regiões produtoras, no entanto, as atenções continuam no meio-oeste do país visto a necessidade de precipitações no curto prazo. Por fim, caso o clima colabore nos EUA é aguardada uma produção recorde de 120,70 milhões de t, o que poderá gerar uma maior disponibilidade da oleaginosa no cenário mundial

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Atualizada dia 21 jun 2022

Em mai.22, o esmagamento de soja em MT alcançou o recorde da série história para o mês. Os dados divulgados pelo Instituto apontaram um incremento de 7,26% ante o mês de abr.22 e 2,46% ante o mesmo período do ano passado, chegando a 992,42 mil t esmagadas. A elevação esteve estimulada pelos altos patamares de preços do farelo e óleo de soja, que “inflam” as margens das esmagadoras no estado.
Para se ter uma ideia, a margem bruta foi ampliada em 74,68% em relação ao mesmo período do ano passado e fechou na média mensal de R$ 616,27/t. No entanto, nas últimas semanas foi observada uma queda no preço do farelo de soja, o que pode influenciar na margem de junho.
Por fim, a tendência é que o processamento no estado continue aquecido, devido à maior demanda por subproduto, produção recorde de soja e ampliação de 504,60 mil t na capacidade das esmagadoras de soja neste ano em MT.
SOJA SUBIU: o preço da saca de soja disponível em Mato Grosso apontou acréscimo de 0,85% no comparativo semanal, reflexo da valorização da moeda norte-americana.
DÓLAR AUMENTA: com aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, o dólar corrente teve um aumento de 4,18% com relação à semana passada.
CEPEA EM ALTA: o dólar continua sendo o principal indicador para o movimento dos preços no Brasil e a saca nacional apontou alta de 1,68% ante a semana passada.
Na última terça-feira (14/06), a Secex divulgou as exportações do complexo soja para o mês de maio. As exportações da soja mato-grossense alcançaram 3,75 milhões de t, recuo de 3,22% ante o mês de abril e 16,56% em relação a mai.21. O menor envio esteve atrelado à diminuição do apetite da China (principal compradora de soja), que reduziu suas compras em 4,16% ante a abril e 10,20% em relação a mai.21, devido às restrições (lockdown) que ainda estão em algumas localidades do país. Na contra mão disso, o farelo e o óleo de soja apresentaram incrementos de 39,07% e 107,49% em relação ao observado no mesmo período do ano passado, enviando ao exterior 729,43 mil t e 69,76 mil t em maio, respectivamente.
A demanda pelos subprodutos de soja segue aquecida no mercado internacional. Para se ter ideia, o volume escoado de farelo no acumulado (jan-mai) é o maior dos últimos dezesseis anos para o período. Por fim, o mercado segue de olho nos acontecimentos na China, visto as incertezas quanto a Covid-19 que continuam influenciando no ritmo de compras do país

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Publicado em 14 jun 2022

CUIABÁ - A necessidade de abrir espaço nos armazéns motivou os produtores com menor investimento a avançarem nas negociações de soja em maio. Além disso, a maior demanda observada no mês foi outro motivo da ampliação das vendas. soja tr
Desse modo, a comercialização da safra 21/22 aumentou 5,30 p.p. ante o mês de maio, atingindo 78,67% da produção. Em relação ao preço médio da saca, o estado fechou em R$ 166,31/sc no período. Para a safra 22/23, a negociação avançou apenas 1,84 p.p. comparada ao mês de maio, alcançando 24,37% da produção comprometida.
As incertezas quanto à produção da safra futura e os altos patamares dos insumos têm limitado a venda de soja, que já apresenta um atraso de 8,14 p.p. ante a safra passada. No que tange ao preço, o valor da oleaginosa em MT apresentou leve queda de 0,67% ante o mês de abril, chegando a uma média de R$ 151,88/sc, devido a queda do dólar.
SOJA EM MT: seguindo impulsionada pelo mercado internacional, a saca da soja disponível em MT apontou alta de 2,23% no comparativo semanal.
CME-GROUP: a demanda forte pela soja dos EUA sustentou o movimento de alta em Chicago, que registrou avanço de 1,75% em relação à semana passada.
PRÊMIO EM QUEDA: com menor demanda pelo grão brasileiro na última semana, os prêmios no porto de Santos apontaram queda de 13,51% ante a semana anterior.
A divulgação do USDA do quadro de oferta e demanda mundial de soja trouxe grandes mudanças para a safra 21/22. O relatório de junho apontou um incremento de 0,75% na produção mundial, ficando estimada em 351,99 milhões de toneladas. Em relação ao consumo global, a estimativa ficou projetada em 364,65 milhões de t, alta de 1,72 milhão de t em junho.
Entre os países, destaque para o aumento no esmagamento do Brasil em 1,00 milhão de t (+2,11%), ficando estimada em 48,50 milhões t, pautado pelo mercado aquecido dos subprodutos da oleaginosa. Além disso, nos EUA, o estoque final apresentou corte de 1,01 milhão de ton (-12,68%) na safra 21/22, pautado pela demanda aquecida, principalmente nas exportações do país, que já estão acima do esperado.  
Por fim, era aguardado pelo mercado um aumento no consumo da China, devido à constante ampliação nas compras de soja, mas a projeção permanece inalterada em relação ao mês passado e menor que o observado na safra passada. (* IMEA)

Atualizada 02 ago 22

CUIABÁ - Dia 01/08, o Imea divulgou a 11ª estimativa da safra 2021/22 de milho em Mato Grosso. O relatório manteve as estimativas de área em 6,39 milhões de t, volume 9,43% maior que o da safra passada, pautado pelo aumento na demanda externa e pelas usinas de etanol de milho no estado. Com 97,95% das áreas colhidas, o Instituto manteve a projeção em 102,10 sc/ha, diante do cenário reportado pelos informantes.
Cabe ressaltar, que nem todas as regiões foram afetadas com intensidade pela seca, uma vez que regiões como médio-norte tiveram um maior percentual semeado na janela ideal, favorecendo o desenvolvimento do cereal. Desse modo, para o próximo mês, o Instituto vai reavaliar justamente com os agentes de mercado e produtores de milho, quanto a consolidação do rendimento do cereal no estado. Por último, sem alteração nas estimativas, a produção se manteve em 39,16 milhões de t, 20,24% a mais que a safra passada.
ALTA NA B3: devido a maior demanda para exportações e ao avanço nas cotações dos prêmio, o preço do milho corrente na bolsa brasileira apresentou acréscimo de 1,76%.
DIFERENÇA DE BASE: com o aumento nas cotações do cereal na CME Group e a alta no mercado estadual, o diferencial de base apresentou queda de 10,02%.
DÓLAR: com o aumento da taxa de juros americana, o dólar se tornou mais atrativo para o investidor. Desse modo, a moeda americana recuou 3,58% na última semana.
Colheita do milho argentino avança, mas continua atrasada em relação à safra passada.
Dados do último relatório semanal divulgado pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) afirmam que o percentual colhido no país chegou a 74,20% até o dia 27/07, o que representa um avanço semanal de 7,00 p.p. da área estimada.
Contudo, apesar do bom avanço, a colheita ainda se encontra com 7,20 p.p. de atraso em relação ao mesmo período da safra passada, pautado pelo aumento no volume de chuvas e umidade nas regiões produtoras da Argentina. Desse modo, a BCBA manteve a projeção da produtividade em 117 sc/ha na média nacional e produção de 49 milhões de t para a temporada.
Por fim, com o avanço da colheita na Argentina e no Brasil, que se encontra, com 59,60% colhido até o dia 23 de julho, na média dos nove principais estados produtores do país (Conab), a entrada da ampla produção do cereal sul-americano para a temporada atual vem impulsionando a disponibilidade da oferta mundial do milho.

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Atualizada dia 26 jul 22

CUIABÁ - As cotações do milho corrente em Chicago apresentaram queda na semana passada e ficou cotado na média de US$ 5,88/bu, recuo de 3,24% no comparativo com a semana anterior. Isso se deve as perspectivas de uma recessão global impulsionada pela alta da inflação, principalmente, nos EUA e na UE que estão em níveis recordes.
Somado aos fatores macroeconômicos, as previsões climáticas nos EUA indicam clima propício para o bom desenvolvimento do cereal na região do Corn Belt, que poderá proporcionar produtividade superior ao esperado. Contudo, mesmo com a queda do milho em Chicago, houve uma alta de 0,18% em Mato Grosso, cotado a R$ 59,90/sc na média da semana passada. Essa conjuntura ocorreu devido à alta no dólar e nos prêmios portuários, que reduziram os impactos causados pela queda nas cotações do milho na bolsa americana. 
ALTA EM MT: devido à alta nas cotações dos prêmios e o aumento do dólar na última semana, as cotações do milho corrente na bolsa brasileira apresentaram acréscimo de 2,80%.
MT-CME: com o recuo nas cotações do milho na CME Group e somado a alta no mercado estadual, o diferencial de base apresentou queda de 16,01% na semana passada.
DÓLAR: com perspectiva do aumento dos juros nos EUA, o dólar se tornou mais atrativo ao investidor em relação ao real, que proporcionou alta de 0,74% na moeda dos EUA.
Colheita segue em ritmo acelerado no estado e tem avanço acima da média dos últimos 5 anos.
A colheita do milho chegou a 94,06% da área estimada em Mato Grosso até a última sexta-feira (22/07), o valor é 21,26 p.p. superior ao que foi observado no mesmo período a safra passada. 
Com isso, o avanço semanal da safra 2021/22 foi acima da média das últimas cinco safras, contudo, vem reduzindo o ritmo na medida que os trabalhos a campo chegam perto do fim, como mostra o gráfico. Desse modo, a colheita avançada, somado a produção recorde de grãos para a safra 21/22 e atrasos nas comercializações de soja e milho no estado, são fatores que estão contribuindo para acentuar os problemas com o déficit de armazenagem em Mato Grosso. Nesse sentido, a falta de armazén no estado vem contribuindo para o despejo a céu aberto nos pátios dos armazéns, expondo o cereal às variações climáticas, que pode vir a prejudicar a qualidade do milho matogrossense.

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Atualizada dia 19 jul 22

CUIABÁ - O custo de produção do milho de alta tecnologia no estado, finalizou o mês de junho estimado em R$ 4.497,82/ha, em um comparativo com o custo final da safra anterior, é possível notar um aumento de 24,80%. Esse encarecimento se deve, principalmente, aos maiores preços do KCl, MAP e Ureia, que receberam um incremento de 53,61%, 28,94% e 28,66%, respectivamente, no mesmo período.
Esse cenário aconteceu em função das incertezas de abastecimento desses produtos em decorrência da crise energética chinesa no final de 2021, que reduziu a produção desses insumos no país. Como também, os conflitos entre a Rússia e a Ucrânia que dificultou o escoamento dos fertilizantes russos. Sendo assim, neste cenário, para que o produtor consiga comprar uma tonelada de MAP, KCl e Ureia, é necessário que ele dispenda de 107,90/sc, 105,39/sc e 80,52/sc, respectivamente
MILHO MT SOBE: Com o aumento do dólar, as cotações do milho em Mato Grosso receberam uma alta de 2,03%, finalizando a semana com o preço médio de R$ 59,69/sc.
COLHEITA AVANÇA: Na última semana, a colheita de milho no estado avançou 10,88 p.p. em relação a semana anterior e atingiu até a última sexta-feira, 85,29% da área colhida.
DÓLAR SOBE: pressão inflacionária nos EUA impactaram na menor disponibilidade de dólar no mercado brasileiro. Desse forma, o dólar valorizou 0,74% na última semana.
Queda na produção pautam reajuste na relação de oferta e demanda de milho em Mato Grosso para a safra 2021/22 (jul.22 a jun.23). 
Segundo o relatório dilvulgado pelo Imea, a oferta do cereal para a temporada é projetada em 39,18 milhões de toneladas (t), redução de 3,43% em relação ao último relatório, pautado pela escassez hidrica no estado nos meses de abril e maio. Assim, a demanda foi reajustada para 39,16 milhões de t, 8,64% a menos que a última estimativa.
Desse modo, o consumo interno foi projetado em 11,92 milhões de t, queda de 0,09% frente a estimativa anterior, motivado pela maior participação do DDG no mercado de ração animal. A expectativa de maior oferta do cereal para outros estados produtores no mercado brasileiro, impactou na redução do consumo interetadual em 2,05%, que ficou estimado em 3,35 milhões de t. No que tange as exportações, devido a menor oferta no estado, é esperado que o MT envie ao exterior 23,89 milhões de t, 5,19% abaixo da projeção passada. Para ler o relatório na íntegra, acesse aqui.

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Atualizada dia 12 jul 22 

CUIABÁ - As exportações de milho em Mato Grosso exibiram um volume de 456,55 mil toneladas somente no mês de junho deste ano. Neste cenário, o estado enviou ao exterior 36,06% a mais do cereal que no mês anterior e 410,04% a mais que no mesmo período da safra passada. Isso se deu pela antecipação da colheita que começou no mês de maio na maior parte das regiões do estado e segue a mais antecipada em relação às últimas cinco safras, desde o começo dos trabalhos de campo.
Sendo assim, os agentes conseguiram antecipar os embarques do cereal que haviam sido comercializados antecipadamente. Por fim, com o fechamento do ano safra 20/21 (jul-jun), no acumulado, foram enviados 16,53 milhões de toneladas ao exterior, valor 26,36% menor que o registrado na safra anterior. O principal motivo da queda está relacionado com a quebra produtiva que ocorreu na temporada passada, dado aos atrasos na semeadura em MT, em que grande parte das áreas de milho foram plantadas fora da janela ideal.
MILHO MT RECUA: a maior disponibilidade do milho em MT provocou recuo nos preços. O preço médio do cereal ficou cotado a R$ 58,50/sc na última semana.
CME CAI: com maior oferta de milho que estimado inícialmente para a safra de milho nos EUA, segundo os dados do USDA, as cotações caíram 0,32% em Chicago na última semana.
DÓLAR SOBE: receio por uma futura recessão global leva investidores a demandar mais a moeda americana, causando uma valorização de 2,36% em relação ao real.
Com lentidão nas vendas, volume comercializado de milho para a safra 21/22 em Mato Grosso atingiu 63,57% da produção estimada. Os dados do relatório de comercialização de milho, divulgado pelo Imea nesta segunda-feira (11/07), indicam que as vendas da safra atual avançaram apenas 2,56 p.p. em relação ao último mês, menor valor observado nos últimos três meses.
A lentidão foi pautada pela cautela por parte dos produtores, que aguardam um maior percentual colhido para terem melhor percepção em relação ao rendimento do milho, que foi prejudicado pela escassez hídrica em algumas regiões do estado nos meses de abril e maio. Outro fator foi a queda nas cotações do milho disponível no último mês na bolsa de Chicago em 3,87%, que corroborou para o recuo nas cotações do estado, assim como a entrada de oferta com a chegada da colheita. Assim, com relação ao preço médio comercializado no estado, no último mês foi de R$ 65,75/sc, queda de 5,60% ante o mês anterior.

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Atualizada dia 05 jul 22

Segundo o 10º relatório da safra de milho em Mato Grosso realizado pelo Imea, as estimativas de área e produtividade para a safra 2021/22 se mantiveram inalteradas em relação ao último relatório, tendo em vista as poucas alterações reportadas quanto ao panorama das lavouras no estado. Desse modo, a área se manteve estimada em 6,39 milhões de hectares, valor 9,43% superior ao observado na safra passada.
Até a última sexta-feira (01/07), cerca de 55,50% das área de milho em MT foram colhidas e diante dos rendimentos reportados pelos informantes, o instituto manteve a previsão de produtividade do cereal em 102,10 sc/ha na média do estado. Para o mês de julho, quando um maior percentual das áreas atingidas pela escassez hídrica nos meses de abril e maio for colhido, o Imea deve reavaliar os dados da safra. Por fim, sem alterações nos números, a expectativa quanto à produção permaneceu em 39,16 milhões de hectares, 20,24% a mais que na temporada passada.
QUEDA: com a maior disponibilidade de milho no mercado interno devido ao avanço da colheita, a cotação do milho disponível em MT apresentou queda de 4,34% na última semana.
B3 CORRENTE: acompanhando o mercado externo e com o avanço da colheita do cereal no país, as cotações do milho na bolsa brasileira recuaram 3,84% na última semana.
DÓLAR EM ALTA: com temores de uma recessão global e aumento da taxa de juros americana, o dólar ficou cotado a R$ 5,26/US$ na última semana, alta de 0,96%.
Relatório do USDA prevê aumento na área plantada de milho em relação a primeira estimativa para a safra 2022/23 nos EUA.
Na primeira estimativa de área plantada realizada em mar.22 pelo USDA, o departamento previa que seriam semeados 36,22 milhões de hectares do cereal para a safra 2022/23, número 3,68% menor em relação ao ano anterior, dado as previsões de clima mais seco no país. Assim, com os atrasos na semeadura do cereal, que ocorreram em grande parte do período dos trabalhos a campo em virtude do clima adverso, a nova estimativa do USDA manteve a previsão de menor área plantada para essa temporada.
Porém, trouxe uma revisão positiva em relação a primeira estimativa em 0,47%, agora estimado em 36,39 milhões de hectares. Por fim, a divulgação da correção impactou a bolsa de Chicago na última semana, que recuou 1,00% nas cotações do milho no contrato corrente no comparativo semanal, com a perspectiva de maior oferta do cereal no mercado.

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Atualizada dia 28 jun 22

CUIABÁ - A colheita do milho em Mato Grosso atingiu 35,70% da área prevista até a sexta-feira (24/06), o que representa um avanço semanal de 10,13 p.p. em relação à semana passada. Os trabalhos na região norte foram mais intensos e registraram 14,35 p.p. a mais que no último relatório, seguida da médionorte, com 12,94 p.p. e noroeste, com 10,12 p.p.
Desse modo, até o momento, as regiões com o maior percentual colhido são a médio-norte, norte e nordeste, com 45,47%, 39,49% e 36,83%, respectivamente. Contudo, há relatos de falta de armazéns disponíveis em alguns municípios, forçando o despejo do milho colhido a céu aberto, o que é um ponto de atenção quanto a qualidade do cereal, dado a exposição às variações climáticas. Por fim, a colheita do cereal no estado segue adiantada em relação à série histórica do Instituto para o período e está 25,99 p.p. adiantada se comparado com à temporada passada, reflexo do adiantamento da colheita da soja e semeadura do milho no estado,
QUEDA: com a maior oferta de milho no mercado em função da colheita, o preço do milho disponível em MT apresentou queda de 6,86% na última semana.
BASE MT-CME: mesmo com o avanço da cotação do milho na CME, a alta do dólar continuou distanciando os preços do cereal no estado em relação a Chicago.
DÓLAR EM ALTA: devido às preocupações com políticas monetárias mais rígidas e a crescente alta da inflação nos EUA, a moeda americana teve alta de 1,35% na última semana.
Apesar do atraso no plantio do milho norteamericano para a safra 2022/23, as condições das lavouras estão melhores que o observado na safra passada, para o período. 
Segundo o relatório de acompanhamento de safra dos EUA divulgado pelo USDA na segunda-feira (27/06), o percentual emergido do grão nos EUA, já se encontra em 100%. Em relação às condições das lavouras, mesmo com os atrasos em grande parte do período da semeadura de milho no país, o percentual de áreas consideradas boas ou excelentes está em 67%, recuo de 3 p.p. em relação a sema passada. 
Quando comparado com o mesmo período da safra passada, a soma das lavouras nessas condições era de 64%. Contudo, a revisão negativa na semana passada quanto a situação das lavouras nos EUA impactaram na alta das cotações na CME Group na segunda-feira. Assim, os relatórios do USDA quanto a situação das lavouras devem continuar sendo um indicador importante no curto prazo para as movimentações na bolsa

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Atualizada dia 21 jun 2022

CUIABÁ - O custeio mensal da safra 22/23 ficou em R$ 3.585,06/ha no mês de maio em Mato Grosso, o que representa uma leve queda mensal de 0,38%, contudo, valorização de 12,84% frente à safra 2021/22. Essa alta se deve a forte influência do acréscimo nos preços dos macronutrientes, uma vez que durante esse período, o KCl , MAP e a ureia tiveram um avanço de 43,79%, 43,38% e 41,36%, respectivamente, em suas cotações.
Isso se deve, principalmente, à crise energética chinesa no fim de 2021, o que desfalcou a oferta de fertilizantes no mercado, bem como ao estopim dos conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, que vem dificultando o escoamento desses produtos para exportação e impactando diretamente na oferta mundial. Sendo assim, com o preço ponderado do milho em maio da safra 22/23 em R$ 65,23/sc, a relação de troca do MAP ficou em 95,70 sc/t, KCl em 85,39 sc/t e ureia em 71,16 sc/t, alta de 27,47%, 66,92% e 20,92%, respectivamente, se comparado com a safrapassada do cereal.
MILHO MT VALORIZA: Com Chicago e o dólar em alta, o preço do milho em MT acompanhou o mercado na última semana, com alta de 2,93%.

BASE MT-CME AUMENTA: Mesmo com o avanço nas cotações da CME, a alta do dólar distanciou os preços do cereal no estado em relação a Chicago.
DÓLAR SOBE: Com o FED rajustando a taxa de juros americana, o valor do dólar cresceu 4,38% diante do real na semana passada e finalizou o período cotado a R$ 5,14/US$.
Valor do frete de grãos via transporte rodoviário em Mato Grosso tem grande alta no último ano. 
Com o avanço da colheita no estado, a demanda por veículos de carga tende a crescer nesse período. Contudo, apesar do crescimento sazonal esperado nos preços do frete durante a colheita, outros fatores, como o preço do barril do petróleo, vêm impulsionando ainda mais os fretes. Para se ter ideia, o preço do barril Brent em Nova York e do Diesel S10 no estado, tiveram alta de 71,36% e 50,25%, respectivamente, entre os meses de jun.22 e jun.21.
Em consequência, para fins de comparação, a média de preço do frete na primeira quinzena de jun.22, de Sorriso à Santos, via transporte rodoviário, foi de R$ 27,17 /sc. No mesmo período do ano passado o preço era de R$ 19,95/sc, aumento de 13,04%. Por fim, a relação de troca frete/milho vem crescendo no estado e a rota de Sorriso para Santos em jun.22 teve uma relação de 39,03%, 11,07 p.p. acima do observado mesmo período do ano passado.

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Atualizada dia 14 jun 2022

CUIABÁ - Até a sexta-feira (10/06), Mato Grosso colheu 16,22% da área estimada para a safra 21/22 de milho, avanço de 10,24 p.p. ante a semana passada e um adiantamento de 14,29 p.p. se comparado com o mesmo período da safra anterior. A região médio-norte lidera a colheita com 17,95%, seguida da noroeste, com 16,75%, e a sudeste, com 16,61%.
Assim, o ritmo adiantado dos trabalhos é influenciado pela antecipação da semeadura e colheita da soja em algumas regiões, que veio a beneficiar o adiantamento do plantio do milho em relação às safras anteriores. Cabe destacar que, por ora, as precipitações observadas em alguns municípios produtores não vieram a prejudicar o avanço da colheita e a qualidade do milho.
Apesar dos cenários positivos de produtividade nas áreas já colhidas, algumas regiões, como a centro-sul e a oeste, tiveram parte das áreas semeadas fora da janela ideal e estresse hídrico nos meses de abril e maio, que pode vir a impactar na produtividade das lavouras conforme o avanço da colheita.
ACRÉSCIMO: As cotações do milho na bolsa brasileira (B3) tiverem alta de 0,83% e ficou cotado a R$ 88,57/sc no comparativo semanal.
ALTA: Com perspectivas de redução na área plantada de milho nos Estados Unidos, segundo o USDA, as cotações do cereal na CME Group ficaram em US$ 7,62/bu na última semana.
INCREMENTO: Com o aumento da inflação americana, o mercado especula acréscimo na taxa de juros. Desse modo, o dólar apresentou alta de 2,43% na última semana.
Comercialização da safra 2021/22 de milho em Mato Grosso segue a passos curtos em maio. Segundo o Imea, as vendas da safra 2021/22 atingiram 61,01% da produção esperada, avanço de 3,14 p.p. em relação ao relatório anterior, entretanto, 10,97 p.p. abaixo do observado nas últimas cinco safras.
As regiões que mais apresentam atraso são a sudeste, noroeste e centro-sul, com 56,96%, 57,21% e 59,75%, respectivamente. O cenário é resultado das incertezas quanto à produtividade do cereal em função do estresse hídrico que as regiões produtoras do estado enfrentaram nos meses de abril e maio.
Outro fator são as incertezas por parte dos produtores em comercializar grandes volumes antecipadamente, dado que na safra anterior os preços apresentaram valorização significativa no segundo semestre. Em relação ao preço médio comercializado, ficou em R$ 69,66/sc no estado, queda mensal de 3,98%. Esse movimento foi pautado pela entrada da oferta de milho no mercado com o avanço da colheita.

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CUIABÁ – Na primeira semana de junho, as cotações do milho na bolsa de Chicago (contrato corrente) exibiram queda, encerrando o período com uma média de US$ 7,43/bushel.
milho bAssim, o cenário na CME Group responde à pressão de maior oferta do milho no mercado com o avanço da colheita na América do Sul. Outro fator baixista foi a expectativa do governo russo em permitir o escoamento de grãos ucranianos pelos portos do país via Mar Negro na última semana, o que agitou o mercado com a possibilidade de maior oferta do cereal.
Desse modo, com as quedas nas cotações da bolsa norte-americana e o avanço da colheita em Mato Grosso, que se encontra em 5,98% (03/06) na área estimada, o preço do milho disponível no estado terminou a última semana com recuo de 4,11%, ficando cotado a uma média de R$ 66,91/sc.
Assim, com o movimento de queda na bolsa de Chicago e a entrada de oferta de milho no mercado mato-grossense, os preços no estado podem continuar sendo pressionados no disponível.

RECUO: Devido ao avanço da colheita do milho de segunda safra no país, a cotação do cereal na bolsa brasileira (B3) apresentou recuo de 3,56% se comparado com a semana passada.

RITMO AVANÇADO: Até a última sexta-feira, a colheita do milho no estado atingiu 5,98% da área estimada para essa safra.
Porém, no Médio Araguaia, a colheita está só começando em Água Boa, Canarana, Nova Xavantina, Ribeirão Cascalheira e Cocalinho. (IMEA/Inácio Roberto)

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