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QUERÊNCIA – Começou na noite desta terça-feira (19/11) a II Mostra de Cinema Indígena do Xingu. O evento segue até o dia 21, quinta-feira, na Adesque. A entrada é gratuita e a Mostra é aberta ao público em geral.

Diversas autoridades marcaram presença na abertura do evento, como o Vice-Prefeito João Pizzi, Chefe de gabinete Elvon Leão, Presidente da Câmara de Vereadores Neiriberto Erthal, Secretária de Educação Rosita Maria Hahn, Secretário de Indústria, Comércio, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, Luiz Vezaro, Secretária Adjunta de Turismo Ana Ruth Mosconi, Secretária Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo de Canarana Marilei Bier (Nega), caciques Afukaka Kuikuro, Tabata Kuikuro, Jakalo Kuikuro, Tafukumã Kalapalo, Siranhu Kalabi e Korotowi Ikpeng. Todos foram unânimes em reconhecer a importância do evento, que traz à comunidade querenciana a realidade e a cultura do povo indígena do Xingu, promovendo uma troca de olhares.

A I Mostra de Cinema Indígena do Xingu aconteceu em Canarana, no ano de 2011. Oito anos após a primeira edição, e através de esforços da administração municipal com apoio da Câmara, o evento passa agora a acontecer em Querência, que é o portal do Xingu.

As 16 etnias que habitam o Parque Indígena do Xingu são Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai, Yudja, Yawalapiti.

Organizadores do evento, os cineastas Jair Kuikuro e Takumã Kuikuro destacam que Kuikuros usam há décadas o cinema para defender e preservar sua cultura, utilizando esta linguagem artística para se apresentar ao mundo.

“Nós não chamamos de cinema, mas de identidade do registro de nossa história, para ficar na memória de outras gerações. Este é o valor do cinema: documentar o que tem aqui. Já documentamos tudo que temos. Todos perceberam a importância do cinema na comunidade porque ele guardou os conhecimentos dos mais velhos. E assim, os mais jovens conseguem entender como preservar a nossa cultura. Nós gravamos, além do ritual e das festas, as músicas e as histórias na sequência como elas têm que ser ensinadas. Através do cinema, estamos nos conhecendo, mas não só os Kuikuros. É uma troca de olhares importantes entre todos os povos indígenas do Brasil. Estamos mostrando quem são esses os povos para o mundo”, afirma Takumã.

Takumã já produziu diversos filmes que circularam em festivais pelo Brasil e pelo mundo, com destaque para o longa-metragem Hipermulheres, de 2011, que lhe deu o título de cineasta. Antes, em 2004, recebeu o Prêmio Chico Mendes de melhor documentário, no Festival Cine Amazônia , com a obra “O dia em que a lua menstruou”, dirigida por ele e por Marrayury Kuikuro.

A comunidade querenciana tem agora a oportunidade de acompanhar parte desse trabalho através da II Mostra de Cinema Indígena do Xingu.

O cinema indígena, neste movimento, vem provocar reflexões e debates sobre democracia, identidade, reconhecimento e, por isso, torna-se um valoroso estímulo para o desenvolvimento do pensamento crítico sobre a realidade de povos e comunidades tradicionais.

É a chance de povoar a sociedade não-indígena com olhares, saberes, sons e imaginários da mata, por meio de uma arte que vai além do entretenimento.

Lembrando, a II Mostra de Cinema Indígena do Xingu acontece na Adesque. Nesta quarta-feira a sessão inicia à partir das 14 horas.

Confira aqui as fotos da abertura da II Mostra de Cinema Indígena do Xingu.

Confira a programação completa:

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