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Atualizada dia 30 out 2.020

 

pagotCUIABÁ – O ex-diretor geral do DNIT e ex-secretário estadual Luiz Antonio Pagot fez algumas sugestões para acelerar o projeto de instalação da infraestrutura do futuro porto seco da Ferrovia de Integração Centro Oeste na cidade de Água Boa.

Pagot sugeriu a criação de dois condomínios. Um para operacionalizar a FICO anexo ao parque industrial e tecnológico, integrado ao fluxo de acesso das carretas. Neste espaço, caberia a estação aduaneira, também chamada de Porto Seco.

O outro condomínio sugerido por Pagot abrigaria o núcleo urbano dos prestadores de serviços e o habitacional. Para abrigar esse enorme complexo, ele entende que seriam necessários cerca de 2 mil hectares na região do entroncamento rodoferroviário entre a BR-158 e a Ferrovia de Integração Centro Oeste.

Segundo Pagot, o ideal seria chamar incorporadoras para minimizar os investimentos do poder público. A implantação da FICO dependerá da assinatura do contrato entre o Governo Federal e a Vale nas próximas semanas.

Ele ressaltou que será extraordinário esse entroncamento rodoferroviário, mas exigirá um olhar especial por parte do poder público municipal, estadual e federal. "Onde se instala a ferrovia, vários investimentos devem acontecer para a recepção e transbordo de cargas e investimentos industriais", observou.

Cascavel no Paraná e Rondonópolis são exemplos claros desse desenvolvimento. Segundo Luiz Antonio Pagot, a região precisa se preparar principalmente com qualificação profissional de mão de obra, em parcerias com o Estado, Sebrae, SESC e outros organismos.

Daqui a pouco a manifestação de Pagot no Repórter Interativo às 12hs 30min.

 

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Agosto 2020 - Economista e ex-diretor do DNIT, Luiz Antonio Pagot fala sobre a FICO

CUIABÁ – O economista Luiz Antonio Pagot, ex-secretário estadual de Infraestrutura em Mato Grosso e ex-diretor geral do DNIT concedeu entrevista exclusiva para falar sobre o projeto da FICO - Ferrovia de Integração Centro Oeste.pagot

Ele disse que a ferrovia vai trazer um novo ciclo de desenvolvimento para o Araguaia. A história da FICO começou quando Pagot era diretor do DNIT. O governo via a necessidade de criar uma ferrovia que cortasse o Brasil de Leste a Oeste, iniciando no Rio de Janeiro, passando por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, até o Acre.

Mais tarde, essa ferrovia ligaria o Brasil ao Peru, sendo chamada de bioceânica. Pagot citou que por iniciativa do ‘Juquinha’ da Valec, o governo federal no tempo do ex-presidente Lula passou a discutir a viabilidade econômica do empreendimento.

Atualmente, o projeto compreende Mara Rosa/GO até Lucas do Rio Verde, como obra fundamental para promover o desenvolvimento do Centro Oeste. A renovação antecipada da Ferrovia Vitória-Minas, poderá destinar R$ 2,9 bilhões para contemplar o primeiro trecho da FICO, de Mara Rosa/GO até Água Boa/MT.

Ele lembra que existe projeto executivo e licença prévia para esse primeiro trajeto. Pagot fez questão de dizer que a ferrovia vai interligar com a Ferrovia Norte-Sul, em um empreendimento estratégico para a produção agropecuária do interior brasileiro. A área de influência da FICO vai beneficiar municípios com produção de 20 milhões de toneladas de carne.

Pagot alertou que os municípios de Água Boa, Nova Nazaré, Cocalinho, Ribeirão Cascalheira, Canarana e os demais, precisam se preparar para receber esse investimento. Ele vislumbrou enormes chances para a geração de emprego e renda, desde que as prefeituras, as associações comerciais e demais entidades tenham foco na preparação e qualificação da mão de obra para os novos tempos que virão.

Luiz Antonio Pagot - 

Diretor Geral do DNIT Governo Federal - outubro de 2007 – jul de 2011

Secretário de Infraestrutura de Mato Grosso - 01/01/2003 à 30/06/2005

Secretário de Estado da Casa Civil de Mato Grosso - 01/07/2005 à 31/03/2006

Secretario de Educação de Mato Grosso - 01/01/2007 à 11/05/2007

A entrevista na íntegra com Luiz Antonio Pagot foi apresentada no REPÓRTER INTERATIVO do dia 17/ago.