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Sindicato Rural de Querência articula defesa contra proibição do glifosato e projeta impactos do mercado global

Atualizada em 27/05/2026
Encontro semanal dos agricultores debateu a votação da securitização de passivos no Congresso, o avanço da mistura de biocombustíveis e os preparativos para a Abertura Nacional da Colheita do Milho no município.
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Osmar Frizzo - Presidente do Sindicato Rural de Querência/MT

Em meio à pressão do Ministério Público do Trabalho (MPT) para cancelar o uso do glifosato nas lavouras brasileiras e à expectativa pela aprovação da securitização de dívidas no Congresso Nacional, produtores rurais de Querência (MT) reuniram-se na manhã desta quarta-feira (27) para alinhar as diretrizes do setor. O encontro estratégico pautou desde a eleição da nova diretoria sindical local até os desdobramentos de impasses geopolíticos que seguem ditando os custos de produção da safra.

O iminente cerco jurídico ao glifosato — herbicida estrutural para o agronegócio brasileiro — representa um dos maiores pontos de tensão apontados pelas lideranças. A ofensiva do MPT contrasta diretamente com a postura de nações concorrentes, como os Estados Unidos, que já classificaram o defensivo como de utilidade pública, o que exige agora uma mobilização em bloco das entidades de classe nacionais. Paralelamente a esse risco operacional, o setor aguarda com urgência a deliberação da Câmara dos Deputados, prevista para a sessão de hoje, sobre o projeto que autoriza a renegociação e securitização dos passivos rurais, medida vital para o fôlego financeiro das propriedades. É com essa pesada agenda de desafios que o sindicato local realiza o pleito para a escolha de sua nova gestão, encabeçada por chapa única sob o comando de Adalberto Backes, exigindo a participação de dois terços dos associados nas urnas até as 17h30 para a validação legal do processo.

No cenário macroeconômico, a equação de custos e receitas do produtor permanece sensível a frentes externas e internas. A consolidação ágil do plantio de soja nos Estados Unidos, que já ultrapassa a marca de 85% de área semeada, mantém as cotações retraídas no mercado internacional. Simultaneamente, o setor acompanha as hostilidades no Oriente Médio envolvendo o Iraque; a ausência de um cessar-fogo adiou a projetada queda nos preços de combustíveis e fertilizantes, que agora só deve ser sentida no Brasil em um horizonte de dois a três meses após uma eventual pacificação. Como vetor de sustentação interna, o governo federal deve confirmar no próximo mês a elevação obrigatória da mistura de biodiesel (para 15%) e de etanol na gasolina (para 35%), um avanço percentual que, em volume total, enxugará uma parcela significativa da oferta nacional de soja e milho.

Como resposta à necessidade de fortalecimento e visibilidade do setor, o município mato-grossense assumirá o protagonismo do calendário agrícola na próxima quarta-feira, 03 de junho de 2026, quando sediará a Abertura Nacional da Colheita do Milho. O evento, que ocorrerá na Estância Avenida, reunirá lideranças e produtores para oficializar o início dos trabalhos e debater as diretrizes da safrinha. A organização do evento reforça a necessidade de inscrições antecipadas por meio dos grupos setoriais, garantindo o dimensionamento logístico para o jantar de recepção que colocará Querência, mais uma vez, no epicentro do agronegócio brasileiro.

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Crise global de fertilizantes e embargos europeus pautam encontro de produtores rurais em Querência
Atualizada em 13/05/2026

Reunião com a diretoria do Sindicato Rural alertou para o aperto nos estoques de soja e destacou os impactos operacionais positivos do asfaltamento da Estrada do Calcário.
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A escassez internacional de fertilizantes, as recentes restrições europeias à proteína animal brasileira e os avanços na infraestrutura logística de Mato Grosso dominaram os debates durante o Café da Manhã com Produtores Rurais, realizado nesta quarta-feira (13), no município de Querência (MT). O encontro reuniu lideranças do agronegócio, incluindo o tesoureiro do Sindicato Rural, Adalberto Backes, com o objetivo de alinhar as expectativas da categoria diante de um cenário macroeconômico instável e projetar as demandas locais para a próxima safra.

No panorama internacional, o alerta emitido pela multinacional Mosaic sobre o déficit global de fosfato figurou como a principal preocupação do setor. Danos estruturais em usinas produtoras, provocados pela escalada dos conflitos geopolíticos na Ucrânia e no Irã, comprometeram a oferta do insumo. A avaliação apresentada aos produtores indica que esse gargalo produtivo sustentará a alta nos preços de plantio pelos próximos três anos. Paralelamente, a pecuária enfrenta o embargo da União Europeia, que excluiu o Brasil de sua lista de importadores sob a justificativa de controle no uso de medicamentos em bovinos. A restrição sanitária tende a pressionar a cotação da carne no mercado interno, provocando um efeito em cadeia que atinge também o mercado de grãos. Fundamentados no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que prevê estoques restritos de soja para a safra 2026/2027, os agricultores foram orientados a utilizar as janelas de alta nos preços para travar os custos da próxima operação, evitando liquidações desfavoráveis.

Como contraponto às adversidades externas, o planejamento logístico estadual sinalizou alívio para os caixas das propriedades rurais. O governo de Mato Grosso formalizou um contrato de R$ 42,51 milhões com a empresa Eletro Hidro Ltda. para o asfaltamento de 31,7 quilômetros da rodovia estadual MT-326, historicamente conhecida como Estrada do Calcário. A obra, que conectará o Posto Rei da Estrada ao município de Nova Nazaré, reduzirá a rota de transporte para Querência em cerca de 40 quilômetros. O início iminente das obras garante, a médio prazo, uma redução direta no custo do frete para o escoamento de insumos e corretivos de solo.

A mobilização da classe produtora converge agora para a reestruturação de sua representação institucional local. Durante as discussões, a diretoria formalizou a convocação para as eleições do Sindicato Rural de Querência, agendadas para o dia 27 de maio. A votação ocorrerá das 8h às 17h, exigindo a presença de um quórum mínimo de dois terços dos associados aptos, etapa fundamental para assegurar a validade do pleito e manter a continuidade das articulações em defesa do setor na região do Vale do Araguaia.

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Sindicato Rural de Querência sedia anúncio de candidatura federal e debate gargalos ambientais do CAR
Atualizada em 29/04/2026

Encontro com setor produtivo oficializou o nome do ex-prefeito Fernando Gorgen para a disputa em Brasília; pauta técnica focou em travas de crédito e fiscalização da Sema.
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A regularização de passivos ambientais e o cenário político regional dominaram a pauta do encontro semanal do Sindicato Rural de Querência (MT), realizado na manhã desta quarta-feira (29). Durante o tradicional Café da Manhã com Produtores Rurais, o ex-prefeito Fernando Gorgen oficializou o projeto de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados, enquanto representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) alinharam diretrizes operacionais visando destravar a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no município.

A incursão eleitoral de Gorgen foi apresentada ao setor produtivo como um movimento estrutural para ampliar a representatividade do Vale do Araguaia em Brasília. Atualmente, a base geopolítica local possui assento garantido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso por meio do deputado estadual Dr. Eugênio, mas articula a necessidade de um interlocutor direto no Congresso Nacional para intermediar as demandas macroeconômicas e logísticas do leste mato-grossense junto ao Governo Federal.

No âmbito técnico da reunião, a presença da equipe da Sema-MT permitiu o debate direto sobre o descompasso administrativo enfrentado pelos proprietários rurais, que relataram assimetria entre a agilidade na aplicação de multas e a morosidade na análise documental. O sindicato emitiu um alerta oficial aos ruralistas sobre o rigor das instituições financeiras, que passaram a utilizar os dados de monitoramento do programa Prodes para barrar o acesso a crédito em áreas com notificações pendentes no CAR. A diretriz institucional é que os produtores realizem consultas preventivas de seus cadastros junto aos bancos para evitar bloqueios de safra.

O panorama econômico do encontro também englobou as sinalizações recentes do Governo Federal durante a feira Agrishow, em São Paulo. A classe monitora a promessa de lançamento de uma nova linha de financiamento público destinada à aquisição de maquinários agrícolas, com a fixação de taxas de juros inferiores a 10% ao ano. Sem portarias ou detalhamentos operacionais publicados até o momento, a medida é aguardada com cautela pelo setor, que depende da previsibilidade de crédito para viabilizar a renovação do parque tecnológico nas propriedades locais.

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Sindicato Rural de Querência sedia anúncio de candidatura federal e debate gargalos ambientais do CAR
Atualizada em 22/04/2026
Com 70% das lavouras plantadas, produtores enfrentam custos inflacionados por fertilizantes e a pressão do prazo estipulado pelo STF para a Moratória da Soja.
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Durante o tradicional Café da Manhã do Sindicato Rural de Querência (MT), nesta quarta-feira (22), o presidente da entidade, Osmar Inácio Frizzo, traçou um panorama que divide a atenção do setor entre o avanço físico da safra e a volatilidade dos mercados globais. Embora 70% da área de milho safrinha já esteja semeada sob condições climáticas favoráveis, os 30% restantes operam fora da janela ideal de plantio e dependem da regularidade das chuvas nas próximas semanas para garantir o potencial produtivo.

Além das variáveis meteorológicas, a equação financeira da atual temporada apresenta descompassos estruturais críticos. A retração da moeda norte-americana, estabilizada na faixa de R$ 4,98 ao longo do mês de abril, achatou a precificação da soja e do milho no mercado interno. A dinâmica reproduz um ciclo de déficit contábil estressante para o fluxo de caixa: a aquisição de insumos estruturada sob um câmbio elevado e a liquidação das safras em um cenário de moeda desvalorizada. Paralelamente, a escalada bélica no Oriente Médio, centrada no eixo entre Estados Unidos e Irã, impulsionou os valores globais do óleo diesel e dos fertilizantes. O avanço das tensões sobre rotas marítimas essenciais acende o alerta logístico e financeiro para os agricultores que ainda não asseguraram o suprimento de nutrientes, como a ureia, para o próximo ciclo.

No campo jurídico, a insegurança recai sobre a Moratória da Soja, pauta de complexo litígio técnico. O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu o dia 30 de abril como prazo definitivo para que produtores, entidades ambientais e tradings apresentem uma proposta de conciliação. O impasse central reside na exigência corporativa de bloquear a compra de grãos oriundos de áreas desmatadas após 2020, enquanto o setor produtivo exige a comercialização irrestrita de safras provenientes de supressões vegetais autorizadas legalmente.

Já no âmbito agronômico, a qualidade dos insumos foi debatida pelo pesquisador Fernando Juliatti, da Juliagro. Após nove anos de monitoramento técnico na região, os dados atestam que a anomalia conhecida como "soja podre" — em que o grão apodrece antes da maturação completa — possui correlação direta com a genética e o vigor físico das sementes, demandando controle rigoroso na aquisição dos lotes.

A urgência de mitigar esses múltiplos riscos por meio de inteligência de dados baliza a agenda imediata dos ruralistas mato-grossenses. Para alinhar o campo às validações científicas mais recentes, o setor converge nesta quinta-feira (23) para o Centro Tecnológico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (CTECNO Araguaia), situado no município de Água Boa. O encontro exibirá os resultados anuais de ensaios agronômicos da Aprosoja, fornecendo a base técnica necessária para que o empresariado rural ajuste seu planejamento estratégico diante de um semestre marcado por turbulências geopolíticas, estreitamento de margens operacionais e resoluções judiciais de alto impacto.

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Sindicato Rural de Querência articula regularização de assentamentos e projeta recuperação na safrinha
Durante encontro com o setor produtivo, presidente Osmar Frizzo defendeu a isenção de reserva legal para pequenos lotes e destacou a atuação do IMAC na reabilitação comercial de propriedades embargadas.
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O Sindicato Rural de Querência (MT), reuniu agricultores e pecuaristas nesta quarta-feira (15) para debater os entraves ambientais que afetam a economia local e as perspectivas climáticas para a segunda safra. Durante o Café da Manhã com Produtores Rurais, o presidente da entidade, Osmar Frizzo, enfatizou a necessidade de soluções legislativas para áreas bloqueadas e apresentou parcerias com o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC) e o programa estadual Produzir, Conservar e Incluir (PCI) para reinserir criadores no mercado formal.

O ponto de maior atenção do encontro foi a situação de cinco assentamentos do município, como a comunidade Pingo d'Água, que enfrentam embargos e o consequente impedimento de comercializar sua produção. A liderança sindical apoia um projeto de lei que flexibiliza as regras do marco temporal de 2008 e desobriga pequenos lotes de manterem a reserva legal, sob o argumento de que a exigência inviabiliza a agricultura de subsistência. Em paralelo, técnicos do IMAC e da estratégia PCI ofereceram suporte institucional para regularizar o passivo e restabelecer o acesso das famílias à cadeia da carne.

No aspecto agronômico, a reunião trouxe indicativos positivos após a região registrar uma colheita de soja abaixo das expectativas em razão da estiagem. O retorno de volumes significativos de chuva recompôs a umidade do solo, favorecendo as áreas de lavoura que sofriam com a seca. As previsões meteorológicas indicam a continuidade das precipitações até o início de maio, o que garante as condições hídricas ideais para o ciclo da safrinha e projeta a mitigação das perdas financeiras acumuladas no início do ano.

Como diretriz para enfrentar as instabilidades climáticas e regulatórias, o sindicato orientou a classe produtora a buscar suporte na pesquisa tecnológica. A diretoria confirmou o convite para as agendas de difusão de conhecimento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), com eventos marcados para o dia 23 de abril no Centro de Pesquisa em Água Boa. Os dados levantados nas estações de estudo serão integrados aos debates da entidade sindical, baseando as próximas estratégias de manejo no município.

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Atualizada em 08/04/2026
Sindicato Rural orienta produtores de Querência sobre travas de crédito agrícola baseadas no Prodes
Encontro no sindicato nesta quarta-feira (08.04) também abordou impactos do cessar-fogo global no custo de insumos e o prazo final de regularização eleitoral.
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Nesta quarta-feira (8), o Sindicato Rural de Querência (MT) reuniu agricultores locais para detalhar as novas normativas do Conselho Monetário Nacional (CMN) que atrelam a liberação de financiamentos à conformidade ambiental, além de coordenar o alistamento eleitoral de trabalhadores das fazendas. O encontro, conduzido pelo presidente da entidade, Osmar Frizzo, buscou antecipar cenários e estruturar o planejamento do setor diante de um ano marcado por oscilações nos preços de comercialização e índices de colheita abaixo da média histórica da região.

A principal advertência técnica referiu-se à resolução do CMN, ativa desde 1º de abril, que obriga as instituições bancárias a consultarem a base de dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), operado pelo Inpe. Propriedades que registraram abertura de novas áreas após o final de setembro de 2019 precisarão apresentar fundamentação legal para acessar linhas de custeio. A diretoria recomendou que os produtores busquem suas agências imediatamente para evitar bloqueios operacionais, uma vez que o sensoriamento remoto tem apresentado inconsistências rotineiras, como a classificação de campos de pastagem em fase de manejo como áreas de desmatamento irregular.

Na análise do panorama macroeconômico, o sindicato pontuou que a confirmação de uma trégua militar internacional de duas semanas causou uma retração de 15% nas cotações globais do barril de petróleo, movimento que projeta um cenário de barateamento nos custos de aquisição de fertilizantes. No âmbito cívico e de cidadania, houve um repasse dos dados do cartório local: estima-se que 30% da população querenciana ainda possua pendências de biometria ou transferência de domicílio. A entidade frisou a necessidade de os empregadores viabilizarem a regularização de seus funcionários antes do fechamento do cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ocorre na primeira semana de maio.

As pautas institucionais e as estratégias setoriais para o direcionamento da safra voltarão a ser debatidas de forma definitiva na assembleia geral com os associados, marcada para a próxima segunda-feira. A agenda matutina foi finalizada com um espaço destinado às demandas sociais do município, no qual a categoria foi convidada a apoiar a 18ª edição da Festa da Picanha. O evento, organizado pelo Rotary Club para o próximo domingo, tem sua arrecadação direcionada à manutenção de projetos de assistência na comunidade.

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Atualizada em 01/04/2026
Sindicato Rural de Querência contrapõe perdas na soja com a projeção do milho safrinha para a nova usina da FS
Presidente Osmar Frizzo detalha o impacto do clima na produtividade local e aponta a industrialização do biocombustível como o próximo motor econômico do município.
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O balanço final da colheita de soja em Querência (MT) revelou um descompasso entre a frustração climática local e a supersafra nacional projetada para o ciclo de 2026. Os números foram debatidos nesta quarta-feira (1º) durante o Café da Manhã do Sindicato Rural, conduzido pelo presidente Osmar Frizzo. Apesar das perdas nas lavouras da região, o cenário agrícola do município se prepara para uma transformação estrutural impulsionada pela alta demanda do milho safrinha, que servirá de matéria-prima exclusiva para a futura planta de etanol da FS Bioenergia.

Os dados apresentados a partir do Rally da Safra atestam que o Brasil colherá um volume histórico de 184 milhões de toneladas de soja. A expansão de 933 mil hectares na área plantada elevou a produtividade média do país para 62 sacas por hectare, enquanto Mato Grosso consolidou sua liderança estadual com 67 sacas. Em contrapartida, os produtores de Querência amargaram um recuo, registrando médias entre 60 e 62 sacas por hectare — uma queda que varia de cinco a 15 sacas em relação à safra passada. O déficit hídrico no momento do plantio, somado a picos de radiação solar e ao excesso de chuvas justamente na fase de colheita, provocou uma umidade excessiva que resultou na perda de 5% no peso final do grão comercializado.

Para compensar o estreitamento da margem de lucro na oleaginosa, a aposta do setor volta-se estrategicamente para o cultivo do milho de segunda safra. A construção da unidade da FS em Querência altera a dinâmica do mercado regional ao garantir uma demanda interna maciça e contínua pelo cereal, blindando o agricultor contra as oscilações logísticas de exportação. Além de absorver o milho safrinha, a transição para a economia verde já apresenta soluções imediatas para o caixa das fazendas: a chegada de tratores adaptados por startups paulistas para rodar exclusivamente a etanol. Mesmo com um consumo volumétrico 1,4 vez maior que o diesel, o baixo custo do biocombustível na bomba neutraliza o gasto com combustíveis fósseis, que hoje devora até quatro sacas de soja por hectare cultivado.

O cronograma de obras da FS será intensificado ao longo do período de estiagem, com a projeção de mobilizar mais de dois mil trabalhadores civis até o encerramento deste ano. O início das operações industriais, previsto para 2027, já reflete no superaquecimento do mercado imobiliário e na rápida expansão da infraestrutura urbana de Querência. A consolidação da usina representa a transição definitiva do município de um polo estritamente agropecuário para um complexo agroindustrial de alta eficiência, gerando milhares de empregos diretos e retendo o valor agregado da produção dentro do Vale do Araguaia.

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Atualizada em 18/03/2026
Sindicato Rural de Querência articula revisão do Fethab e inicia projeto experimental para controle de animais silvestres
Em reunião com a Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja, lideranças debatem suporte técnico ao Cadastro Ambiental Rural e preparam assembleia na capital para questionar custos tributários.
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O Sindicato Rural de Querência (MT) realizou, nesta quarta-feira (18), mais um encontro estratégico para alinhar as prioridades do setor produtivo local frente aos desafios ambientais e fiscais da safra 2026. Sob a condução do presidente da entidade, Osmar Frizzo, a reunião contou com a participação da Comissão de Sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). O debate centralizou-se no apoio técnico para a regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e na mobilização política para rediscutir a carga tributária estadual em um ano de margens apertadas para o agricultor.

No campo ambiental, a representante da Aprosoja-MT, detalhou os mecanismos de suporte para produtores que enfrentam pendências na regularização de suas propriedades. A associação passará a oferecer diagnósticos e diretrizes para o acompanhamento dos processos, embora a execução técnica permaneça sob responsabilidade dos proprietários. Paralelamente, o encontro abordou a gestão de áreas úmidas e o impacto econômico severo causado pela presença de queixadas e capivaras nas lavouras da região. Conforme relatado pela presidência do sindicato, pesquisas locais confirmam uma densidade populacional elevada desses animais, o que fundamenta a implementação de uma área de teste de 37 mil hectares para experimentar métodos de controle populacional antes de uma eventual expansão da medida para outras regiões de Mato Grosso.

A pauta econômica ganha contornos decisivos com o deslocamento de lideranças para Cuiabá nesta sexta-feira (20). Representantes de Querência participarão de uma assembleia na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) para unificar o discurso contra os atuais valores do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A agenda inclui uma reunião com o governador Mauro Mendes, além de representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), para formalizar a insatisfação do setor com o custo do fundo, considerado desproporcional ao cenário financeiro atual das propriedades rurais.

As deliberações oficiais resultantes das reuniões na capital serão compartilhadas com a base produtora no próximo encontro semanal, agendado para a quarta-feira (25). O presidente Osmar Frizzo reiterou a importância da presença dos associados nas reuniões matinais do sindicato para o acompanhamento da consolidação da safra e das decisões institucionais. O desfecho das negociações sobre o Fethab deve nortear o posicionamento das entidades de classe e o planejamento logístico para o escoamento da produção nos próximos meses.

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Atualizada em 11/03/2026
Escalada do diesel e chuvas extremas pressionam safra em Querência, mas instalação de usina da FS traça nova rota econômica
Presidente do Sindicato Rural alerta para inflação no frete com o combustível atingindo a marca de oito reais, enquanto a oficialização de um polo de etanol de milho projeta a industrialização da produção local até 2027.

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O setor agropecuário de Querência, na região do Vale do Araguaia em Mato Grosso, opera sob um cenário de contrastes na reta final de seu ciclo agrícola. Durante o tradicional encontro com produtores rurais na manhã desta quarta-feira (11), o Sindicato Rural do município traçou um balanço que contrapõe uma crise imediata de custos operacionais — alavancada pelo clima adverso e pela disparada no preço dos combustíveis — à perspectiva de um salto na industrialização local com a confirmação da instalação de uma unidade da FS, gigante do setor de etanol de milho.

A etapa atual de colheita foi severamente estrangulada pelo volume de precipitações registrado em fevereiro, que reduziu as janelas de sol e atrasou o avanço do maquinário no campo. A esse gargalo de tempo somou-se a recente escalada de preços do mercado de energia. Nas últimas semanas, o valor do litro do diesel nas bombas do interior do estado saltou de uma base de R$ 5,40 para picos que já chegam à quase R$ 10,00 na região. O presidente da entidade sindical, Osmar Frizzo, apontou que o encarecimento abrupto do frete rodoviário afeta não apenas a margem financeira do produtor, mas inevitavelmente pressionará a inflação dos alimentos básicos que chegam aos centros urbanos.

Como contrapeso estrutural às vulnerabilidades da venda de grãos in natura, o agronegócio local aposta na transição para a bioenergia. A estruturação de uma nova planta industrial da FS em Querência, com projeção de início de operações no final de 2027, altera a dinâmica econômica da cidade. O milho, historicamente tratado no estado como cultura de segunda safra ou negociado com baixas margens de lucro, ganha protagonismo ao ser absorvido internamente para a produção de combustível e de coprodutos de alto valor.

A fixação desse complexo industrial projeta um adensamento em cascata na matriz econômica da região. O mercado prevê que a disponibilidade abundante de insumos derivados do milho funcionará como um atrativo primário para a verticalização da agropecuária, estimulando a atração de novas matrizes de suinocultura e a ampliação de projetos de confinamento de bovinos de corte. O movimento consolida uma rota de retenção de riquezas, garantindo que o ciclo produtivo gere receita tributária, emprego e desenvolvimento antes que o produto deixe os limites de Querência.



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Atualizada em 25/02/2026
Crise climática, gargalos logísticos e FETHAB pautam encontro do Sindicato Rural em Querência
Atraso na colheita, congestionamentos em portos amazônicos e pressão tributária estadual centralizaram os debates do Café da Manhã com Produtores Rurais nesta quarta-feira (25).Nunes-Famato-Estradeiro-Fila-Miritituba-1536x1024-1-696x464.jpg

Foto: Reprodução/Famato

Os entraves climáticos, operacionais e tributários que ameaçam o agronegócio em Mato Grosso dominaram as discussões da edição desta quarta-feira (25) do "Café da Manhã com Produtores Rurais", no município de Querência (MT). Conduzido pelo presidente do Sindicato Rural local, Osmar Frizzo, o encontro serviu como fórum para mapear as perdas no campo e estabelecer uma frente de mobilização do setor. O diagnóstico exposto pelas lideranças detalhou um cenário de elevação severa nos custos operacionais, cujos impactos são agravados por margens de lucro comprimidas devido à depreciação dos preços globais das commodities.

Dentro das propriedades, as chuvas intensas e diárias têm paralisado as operações das máquinas, afetando diretamente o cronograma da safra. Durante a reunião, foi reportado que o avanço da colheita na região patinou,Osmar_Frizzo_25022026.jpg com um progresso de apenas 15% ao longo da última semana, atingindo a marca de 75% da área total. Essa lentidão forçada pelas intempéries meteorológicas já baseia uma projeção de queda entre 10% e 20% na produtividade originalmente aguardada. Para o grão já colhido, a etapa de escoamento apresenta novos obstáculos logísticos: os produtores debateram a ineficiência estrutural da rota do Arco Norte, destacando a formação de congestionamentos de 25 quilômetros para o descarregamento de caminhões no porto de Miritituba, em Itaituba (PA).

O estrangulamento da malha de infraestrutura estendeu-se ao debate sobre a segurança jurídica e portuária, com foco na recente interrupção das atividades no terminal da multinacional Cargill, em Santarém (PA). A invasão e depredação das instalações por grupos indígenas, que resultou na suspensão integral das operações do complexo exportador, foram veementemente condenadas pelos agricultores no sindicato. A ação foi classificada pelas lideranças rurais como "absurda" e "inadmissível", com o alerta de que episódios de invasão prejudicam diretamente o andamento do setor e deterioram a imagem comercial do Brasil perante o mercado externo.

No encerramento do encontro, a pauta concentrou-se na organização de uma resposta institucional à pressão fiscal. O debate evidenciou que a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB) — que incide sobre culturas como soja, milho e gado — tem asfixiado os resultados financeiros das fazendas. Foi demonstrado que, embora a taxa represente cerca de 3% do valor bruto sobre um volume de 100 sacas comercializadas, a incidência do imposto acaba consumindo mais de 10% do lucro líquido aferido pelo produtor. Frente à conjuntura adversa, o encontro em Querência selou o compromisso de unificar as entidades do setor para apresentar um pleito oficial ao Governador de Mato Grosso, exigindo a extinção ou a diminuição substancial do FETHAB como medida de alívio emergencial.



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Atualizada em 18/02/2026
Excesso de chuvas trava logística em Querência e Sindicato Rural projeta quebra de rentabilidade na safra de soja
Com 60% da área colhida, produtores enfrentam filas de até dois dias nos armazéns e custos de secagem duplicados em meio à deterioração das estradas vicinais.

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QUERÊNCIA (MT) — O setor produtivo do Vale do Araguaia amanheceu nesta Quarta-feira de Cinzas (18) sob alerta vermelho econômico e operacional. Durante o tradicional café da manhã com produtores, Osmar Frizzo,Osmar_Frizzo_18022026.jpg presidente do Sindicato Rural de Querência, apresentou um diagnóstico crítico da safra 2025/2026: embora a colheita tenha avançado sobre 60% da área plantada, o volume excessivo de chuvas em fevereiro criou um gargalo logístico que ameaça a margem de lucro da atividade. A combinação de alta umidade nos grãos, atoleiros nas estradas e preços deprimidos da commodity configura o que lideranças classificam como a "tempestade perfeita" para o agronegócio local.

O ponto da crise reside na incapacidade da estrutura de armazenagem em absorver o fluxo da colheita sob condições climáticas adversas. Segundo Frizzo, a soja retirada do campo está chegando aos silos com índices de umidade superiores a 20%, muito acima do padrão de comercialização (14%). Essa saturação hídrica obriga as unidades de recebimento a realizar o processo de "dois tombos" — jargão técnico para a dupla passagem dos grãos pelos secadores. A operação reduz em 50% a velocidade de descarga, gerando filas de caminhões que já superam dois dias de espera nos pátios das multinacionais e cooperativas, travando a frota necessária para o transporte da lavoura ao armazém.

Além do colapso no recebimento, a infraestrutura viária também sofre com as chuvas. O tráfego intenso de veículos pesados em estradas vicinais sem pavimentação ou cascalhamento adequado resultou na formação de atoleiros severos, dificultando o escoamento e elevando o custo do frete.

Do ponto de vista agronômico, o cenário já impacta a produtividade final: o excesso de água compromete o peso do grão (enchimento de vagem), resultando em sacas mais leves e rendimento por hectare abaixo das projeções iniciais.

O impacto financeiro é agravado pelo descompasso entre custo e receita. A safra atual foi plantada com um dos custos de produção mais altos da história — devido à valorização de insumos como fertilizantes e defensivos no ano anterior — e está sendo colhida em um momento de cotações internacionais em baixa. Diante da perda de qualidade do produto e do aumento das despesas operacionais com secagem e logística, a expectativa do setor produtivo deixou de ser a obtenção de lucro para focar na solvência: o objetivo agora é garantir receita suficiente apenas para honrar os compromissos bancários e evitar o endividamento para o próximo ciclo.

 



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Coronel Fernanda aponta entraves do Ibama na BR-158 e articula votação da PEC 48 na Câmara

Atualizada em 11/02/2026

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Em visita a Querência, deputada denuncia má execução de obras federais no Vale do Araguaia e alerta para risco de divisão de municípios por novas demarcações indígenas.

QUERÊNCIA (MT) – Durante o “Café da Manhã com Prudutores Rurais” desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, em Querência (945 km de Cuiabá), a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) classificou como "crítico" o cenário logístico e fundiário do Vale do Araguaia. O encontro teve como pauta central a paralisação técnica das obras na BR-158 e a insegurança jurídica gerada pelas novas tentativas de demarcação de terras indígenas, temas que a parlamentar pretende levar ao plenário da Câmara dos Deputados como prioridade legislativa para o primeiro semestre de 2026.

No tocante à infraestrutura, a deputada expôs um impasse burocrático que trava o desenvolvimento regional. Segundo a parlamentar, embora recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tenham sido anunciados em 2023, a pavimentação das rodovias BR-158, BR-242 e BR-080 enfrenta um "jogo de empurra-empurra" entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Ibama. A apuração confirma que, apesar da licença ambiental para o Contorno Leste da Terra Indígena Marãiwatsédé ter sido emitida no início de 2025, a execução física ainda esbarra na falta de projetos executivos para lotes subsequentes. Fernanda denunciou ainda a má qualidade técnica de um trecho de 12 quilômetros recém-executado na BR-158, que, segundo ela, precisará ser refeito, além de alegar que parte dos recursos originais de Mato Grosso teria sido remanejada para obras no Nordeste.

Na esfera fundiária, a congressista defendeu a celeridade na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2023. Aprovada pelo Senado em dezembro de 2025, a matéria aguarda análise na Câmara e visa consolidar a tese do Marco Temporal na Constituição Federal, sobrepondo-se às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Coronel Fernanda, a medida é a única solução definitiva para proteger não apenas o agronegócio, mas também perímetros urbanos consolidados que correm o risco de fragmentação. "A demarcação não afeta apenas o produtor; cidades inteiras em Mato Grosso podem ser divididas, ignorando décadas de história e desenvolvimento", argumentou.

A parlamentar encerrou a visita reafirmando que a bancada de Mato Grosso manterá pressão sobre o Ministério dos Transportes para a retomada efetiva das obras e articulará a inclusão da PEC 48 na Ordem do Dia da Câmara. O posicionamento ocorre em um momento de tensão no Norte Araguaia, onde motoristas relatam condições precárias de tráfego e o setor produtivo calcula prejuízos milionários com o frete encarecido pela logística deficiente.

 




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Excesso de chuvas e atraso na compra de insumos ameaçam rentabilidade da safra de soja em Querência
Atualizada em 04/02/2026
O cenário climático adverso e as incertezas econômicas continuam na pauta do "Café da Manhã com Produtores Rurais", realizado nesta quarta-feira (4) pelo Sindicato Rural de Querência. Sob a liderança do presidente da entidade, Osmar Frizzo, o encontro expôs a apreensão do setor com a persistência das chuvas em fevereiro — caracterizadas por garoas constantes e falta de luminosidade —, que tem inviabilizado a entrada de maquinárioOsmar_Frizzo_04022026.jpg no campo. O excesso de umidade já provoca a fermentação dos grãos nos talhões prontos para a colheita, fenômeno técnico conhecido como "soja ardida", resultando em descontos severos na classificação do produto nos armazéns.

Além das perdas físicas na lavoura, o dirigente sindical alertou para um gargalo logístico iminente na preparação do próximo ciclo produtivo. Dados apresentados na reunião apontam um atraso significativo na aquisição de fertilizantes para a próxima temporada: apenas 35% dos insumos necessários foram comprados em Mato Grosso até o momento, índice que cai para alarmantes 20% na média nacional. A postergação das negociações gera o risco real de não haver tempo hábil para a entrega e distribuição dos adubos nas propriedades, comprometendo o calendário de plantio futuro.

O paradoxo financeiro vive seu momento mais crítico na região. Embora o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) mantenha uma projeção de produtividade média de 64,7 sacas por hectare para o estado — o que indicaria uma colheita robusta acima de 50 milhões de toneladas —, o volume físico não assegura a saúde financeira das propriedades. A safra atual foi consolidada com um dos custos operacionais mais altos da última década, e a pressão de oferta no mercado tende a depreciar as cotações, comprimindo a margem de lucro necessária para que o agricultor honre seus financiamentos.

Apesar do panorama desafiador, o tom final do encontro reforçou a capacidade de adaptação do agronegócio no Vale do Araguaia. Frizzo destacou a expertise técnica e a infraestrutura dos produtores mato-grossenses como fatores determinantes para mitigar os prejuízos climáticos e reorganizar o fluxo de caixa. O Sindicato Rural informou que seguirá monitorando as previsões meteorológicas para o restante do mês, período considerado decisivo para definir o percentual final de quebra de safra e as estratégias de comercialização.

 



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Café da Manhã com Produtores Rurais: Abertura Nacional da Colheira de Milho e os gargalos de chuva, estrada e regularização
Atualizada em 28/01/2026

Osmar_Frizzo_presidente_do_sindicato_rural_de_querencia_28012026.jpgNa coletiva do Café da Manhã com Produtores Rurais, realizada pelo Sindicato Rural de Querência desta quarta-feira (28.01), o presidente Osmar Frizzo apresentou o conjunto de informações que puxou a agenda do agro local para o centro do debate em 2026. Foi ali que ele confirmou que o município vai sediar a Abertura Nacional da Colheita do Milho, marcada para 13 de junho, na fazenda do produtor Írio Guisolphi, ao mesmo tempo em que detalhou os principais pontos de atenção do momento, com destaque para o impacto do excesso de chuvas sobre a colheita da soja, os desdobramentos logísticos ligados à MT-109 (Estrada do Guardanapo) e a expectativa de avanço nos desembargos do P.A. Pingo D’Água, tema que segue travando áreas e decisões produtivas. Junho de 2026 está sendo desenhado, em Querência (MT), como um mês de projeção rara para um município cuja economia gira em torno da produção de grãos. A programação divulgada por organizadores locais prevê a Expoquer de 3 a 6 de junho e, no dia 3, o lançamento nacional da colheita do milho com cobertura do Canal Rural.

Essa vitrine, porém, chega acoplada a um teste imediato: o clima. A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso avançou rapidamente na última semana de janeiro, alcançando 13,88% da área colhida, segundo o Imea, mas o dado esconde um recorte crucial para Querência. A região nordeste do Estado aparece como a mais atrasada do levantamento, com 4,48% colhidos, o que reforça a leitura de que o município entra no período decisivo com risco de “janelas curtas” para retirar o grão no ponto e preservar qualidade.

O retrato de campo reportado em Querência é de gestão de risco. O agricultor Írio José Guisolphi relatou, em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso, como a variação anual de chuva pressiona a colheita quando a lavoura está pronta: o acumulado na propriedade chegava a 780 mm naquele momento, com anos em que o volume sobe para 2,1 a 2,2 mil mm. A preocupação declarada por produtores é objetiva: sequência de dias chuvosos com soja no ponto eleva perdas, trava máquinas e empurra custos de secagem e logística.

É aqui que o “evento do milho” deixa de ser apenas agenda e vira termômetro de sistema. A segunda safra depende de sincronismo: quanto mais a colheita da soja escorrega, mais a implantação do milho é comprimida, com reflexos em produtividade, custo operacional e risco climático. O lançamento nacional previsto para 3 de junho, portanto, tende a funcionar como vitrine do que deu certo (plantio, tecnologia, produtividade) e, ao mesmo tempo, como cobrança pública do que ainda limita competitividade (frete, estrada e regularidade fundiária-ambiental).

Nesse pacote, a MT-109, conhecida regionalmente como Estrada do Guardanapo, ocupa papel estratégico. A rodovia foi estadualizada e passou a ser designada como MT-109 em meados da década passada, conectando Canabrava do Norte ao distrito de Espigão do Leste e criando um corredor de escoamento relevante para áreas produtivas do Norte Araguaia. A Sinfra já tratou a pavimentação como obra estruturante: em 2020, lançou licitação para asfaltar 68,96 km no trecho entre os entroncamentos MT-322/BR-080 e MT-412, com objetivo explícito de melhorar a ligação até a BR-158 e reduzir atritos logísticos.

Em 2025, a Prefeitura de Querência voltou a colocar a MT-109 na mesa como prioridade de infraestrutura regional, citando ponte sobre o Rio Suiá, retomada de obras após período chuvoso e “trecho restante” de 53,6 km com asfaltamento definido em parceria com o Governo do Estado. A mensagem implícita é direta: sem previsibilidade de tráfego em corredores como a MT-109, qualquer pico de safra, como o que Querência vive na virada soja-milho, multiplica filas, custo por tonelada e pressão sobre armazéns e secadores. Com o município buscando palco nacional, o padrão de entrega passa a ser comparado em tempo real com outras regiões produtoras.

A infraestrutura “satélite” também entra no radar porque compõe o mesmo tabuleiro de custo. Na região, lideranças políticas têm tratado como avanço a licitação de 31,7 km da MT-326, chamada de Estrada do Calcário, dentro de um pacote de asfaltamento anunciado em Canarana. Mesmo que não seja uma obra “de Querência”, esse tipo de intervenção costuma recalibrar rotas, reduzir trechos de atoleiro e redistribuir fluxo de cargas no eixo Araguaia-Xingu.

O terceiro pilar é a regularização. Quanto mais o agro se expõe nacionalmente, mais cresce a exigência de previsibilidade jurídica e ambiental, especialmente para áreas menores e assentamentos que dependem de destravar cadastros para acessar crédito, assistência técnica e mercados. Nessa frente, o Governo de Mato Grosso afirma ter acelerado a validação do Cadastro Ambiental Rural com o CAR Digital 2.0, citando mais de 23 mil cadastros aprovados em seis meses e a criação de módulos como Simcar Assentamento e Simcar Compensação, com meta de levar a base temática a todos os 142 municípios até o primeiro semestre de 2026. Para Querência, a leitura prática é simples: a pauta do “desembargo” deixa de ser conversa de bastidor quando a cidade vira sede de uma agenda nacional e precisa mostrar que produção e regularidade caminham juntas.




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Atualizada em 21/01/2026

Café da Manhã com Produtores Rurais amplia debate sobre colheita, pragas, mercado do boi e cenário global em Querência
Cafe_da_Manha_com_Produtores_Rurais_amplia_debate_sobre_colheita_pragas_mercado_do_boi_e_cenario_global_em_Querencia.pngO tradicional Café da Manhã com Produtores Rurais, realizado no Sindicato Rural de Querência, reuniu representantes do setor na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, para atualizar informações do campo e antecipar pautas que devem marcar a safra 2025/2026 no município e na região. Entre os participantes citados no encontro estiveram o tesoureiro Adalberto Backes e Valdair Granja, com destaque para a agenda técnica e os fatores que podem influenciar produtividade e rentabilidade.

Durante a conversa, ganhou centralidade a abertura do 13º Soja In Técnica, programada para começar nesta quarta-feira (21), na Fazenda Londrina, com atividades sequenciais ao longo de quinta e sexta-feira, incluindo palestras e programação de encerramento. A divulgação do evento aponta a participação de entidades do setor e a proposta de apresentar tecnologias e manejo na lavoura, em um momento em que o produtor busca decisões rápidas diante de janelas curtas de trabalho.

O encontro também repercutiu o comportamento do clima nesta fase inicial de colheita e os impactos práticos para a logística nas propriedades. Em Mato Grosso, a colheita da soja 2025/2026 avançava de forma ainda inicial em meados de janeiro, com monitoramento semanal do ritmo dos trabalhos.

No pano de fundo de mercado, produtores e analistas acompanham projeções internacionais para a safra brasileira. No relatório de janeiro, o USDA elevou sua estimativa para a produção de soja do Brasil, movimento que costuma repercutir em preços e expectativas ao longo do ano comercial, sobretudo quando combinado com o andamento da colheita e a oferta global.

Outro ponto destacado no debate foi a pressão de pragas, com menção à mosca-branca em áreas produtoras e ao risco de perda de desempenho em talhões mais afetados. Em linhas gerais, publicações técnicas reforçam que estratégias de Manejo Integrado de Pragas priorizam monitoramento e decisão baseada em critérios agronômicos para reduzir intervenções desnecessárias e preservar eficiência de controle ao longo do tempo.

No segmento pecuário, o grupo citou a valorização recente do boi gordo e o efeito indireto que isso pode gerar no planejamento de confinamento, com reflexos sobre demanda por grãos e insumos. Indicadores de mercado no início da semana mostravam arroba em patamar elevado no indicador de referência, mantendo o tema no radar de quem integra lavoura e pecuária na estratégia de caixa.

O encontro também puxou discussões regulatórias. Nos últimos meses, o governo federal formalizou o Pronara por decreto, com diretriz de reduzir progressivamente o uso de agrotóxicos, e o país passou a contar com um marco legal específico para bioinsumos, que reorganiza regras de produção, registro e comercialização desse tipo de produto. Para parte do setor, o ponto central é como eventuais mudanças regulatórias se alinham à disponibilidade de alternativas eficazes no campo e à previsibilidade para quem produz.

No bloco de cenário internacional, a conversa incluiu riscos geopolíticos capazes de aumentar volatilidade de comércio e preços. Nesta semana, declarações do presidente dos EUA no Fórum de Davos voltaram a tensionar a relação com aliados ao reabrir o tema da Groenlândia, ao mesmo tempo em que veículos do agro repercutem iniciativas políticas nos EUA voltadas a avaliar a influência chinesa em cadeias ligadas ao agronegócio, assunto que produtores brasileiros acompanham por possível impacto indireto em ambiente de negócios e exportações.

Com a abertura do Soja In Técnica e a colheita avançando conforme as condições de tempo permitirem, a expectativa do setor local é combinar atualização técnica, leitura de mercado e gestão de risco para atravessar a safra com previsibilidade. O Café da Manhã com Produtores Rurais segue como espaço semanal de alinhamento no Sindicato Rural, concentrando pautas que vão da lavoura ao cenário macroeconômico que chega ao campo.


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Atualizada em 14/01/2026

Primeiro Café de 2026 no Sindicato Rural de Querência discute mosca-branca, mercado e efeitos do cenário internacional no agro
Primeiro_Cafe_de_2026_no_Sindicato_Rural_de_Querencia_discute_mosca-branca_mercado_e_efeitos_do_cenario_internacional_no_agro_-_ADALBERTO_BACKES.jpgO Sindicato Rural de Querência realizou na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, a primeira edição do ano do tradicional “Café da Manhã com Produtores”, na sede da entidade. O encontro teve participação de representantes do agronegócio e após o termino da reunião, o tesoureiro Adalberto Backes, concedeu uma entrevista coletiva para tratar dos temas e salientou sobre o público menor na reunião, em virtude da abertura da Dinetec Brasil, em Canarana, feira que movimenta o setor na região entre os dias 14 e 16 de janeiro.

Na pauta local, produtores relataram maior presença de mosca-branca nas lavouras e reforçaram a necessidade de monitoramento e manejo fitossanitário contínuo para evitar avanço da praga, especialmente em períodos de maior pressão no campo, tema recorrente nas discussões técnicas do setor.

O mercado internacional também entrou na conversa com destaque para o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado em janeiro, que elevou a estimativa de produção de soja do Brasil para 178 milhões de toneladas e aumentou a projeção de estoques finais globais de milho para 290,9 milhões de toneladas, fatores acompanhados de perto por influenciar preços e decisões de comercialização.

No campo político-econômico, os participantes citaram a escalada de tensões e decisões recentes dos Estados Unidos que vêm repercutindo nos mercados, como a retirada do país de 66 organizações internacionais e os desdobramentos na Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro, assunto que tem dominado o noticiário internacional.

Outro ponto mencionado foi o comércio com o Irã, principal comprador do milho brasileiro em 2025, diante do anúncio de possível tarifa de 25% pelos EUA a países que mantêm negócios com o país, elemento visto como risco adicional para o fluxo comercial e para a precificação de commodities.

No encerramento, Backes reforçou votos de boa safra, chuvas regulares e eficácia no controle da mosca-branca, enquanto produtores avaliaram que o cenário de volatilidade global segue exigindo atenção redobrada às variáveis de mercado e à estratégia de venda ao longo do ciclo.

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