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Setor agropecuário puxa queda e Querência registra retração de 298 empregos formais em março

Apesar do recuo mensal mapeado com base no Novo Caged, município lidera a criação de postos de trabalho no Médio Araguaia no acumulado do ano
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O município de Querência (MT) registrou o fechamento de 298 postos de trabalho com carteira assinada no mês de março, anotando o recuo mais acentuado na geração de empregos formais entre as principais economias do Médio Araguaia. O diagnóstico consta em um levantamento realizado pelo portal OPioneiro a partir dos microdados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A retração local acompanhou uma tendência de desaceleração verificada em âmbito estadual, motivada sobretudo pela sazonalidade da atividade agrícola no período.

A oscilação negativa verificada em março decorreu do registro de 419 admissões frente a 717 desligamentos em Querência. De acordo com a análise técnica dos dados setoriais feita pelo veículo, o segmento da agropecuária respondeu pela maior parcela do saldo negativo, sendo responsável pela extinção líquida de 284 vagas formais no mês. O movimento de baixa coincidiu com o encerramento de etapas cruciais da safra na região, impactando também os municípios vizinhos de Canarana e Água Boa, que fecharam o mês com saldos negativos de 137 e 68 postos laborais, respectivamente.

Por outro lado, o recorte estatístico consolidado do primeiro trimestre de 2026 posiciona Querência na liderança regional de empregabilidade. Entre janeiro e março, o município acumulou a abertura de 267 novas vagas de trabalho, resultado de 1.912 contratações contra 1.645 demissões. No cômputo trimestral, o setor do comércio atuou como o principal motor econômico da localidade ao gerar 136 oportunidades, seguido pelo próprio setor agropecuário, que preservou um saldo positivo de 83 empregos no balanço dos três primeiros meses.

A dinâmica observada nas cidades do Médio Araguaia reflete o comportamento macroeconômico do estado de Mato Grosso, que encerrou março com perda líquida de 1.716 carteiras assinadas, sob forte influência do setor agropecuário, cujo saldo isolado foi negativo em 5.015 vagas. O Ministério do Trabalho e Emprego avalia que o recesso temporário de contratações em regiões com forte presença do agronegócio é habitual neste período do ano. A expectativa das câmaras setoriais do município para os próximos meses está ancorada na estabilização do setor de serviços e no início dos planejamentos logísticos voltados às culturas de segunda safra.

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