Atualizada 09 jun 26
BRASÍLIA – Projetos considerados estratégicos para a infraestrutura e logística brasileira enfrentam atrasos por impasses ambientais, disputas judiciais e dificuldades de diálogo com populações indígenas e comunidades tradicionais.
Entre os empreendimentos afetados estão a Ferrogrão, a Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), a repavimentação da BR-319, a concessão da Hidrovia do Tapajós e a derrocagem do Pedral do Lourenço.
FICO - Ferrovia de Integração Centro Oeste
A Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste) também enfrenta dificuldades relacionadas a questões ambientais e conflitos com populações indígenas. A ferrovia deveria ser construída pela Vale dentro do acordo de renovação antecipada das concessões ferroviárias da companhia.
A empresa, porém, informou ao governo que não consegue executar o trecho entre Água Boa (MT) e Cocalinho (MT), com cerca de 100 quilômetros, por entraves ambientais, relacionados às comunidades indígenas.
Diante disso, a mineradora propôs devolver o trecho ao governo mediante indenização. Porém, pelo acordo, o valor que seria repassado ao poder público seria de R$ 2 bilhões, enquanto o custo estimado para concluir o trecho supera os R$ 3,5 bilhões.
Na última semana, a Infra S.A. fez mais uma rodada de conversas com lideranças do povo Xavante, que é afetado pela construção deste trecho da ferrovia. Desde o início do ano, a autarquia tem se reunido com as comunidades impactadas pela Fico. Até o momento foram realizados encontros com representantes dos territórios indígenas Pimentel Barbosa, Marechal Rondon e Parabubure.
Nos bastidores, há um entendimento de que, caso a construção fique sob responsabilidade da União, o trecho corre risco de não ser executado por falta de recursos públicos.
No entanto, a definição de quem será o responsável pela construção da ferrovia está travando não só o início das obras, mas também a conclusão da repactuação contratual entre o governo e a Vale.
Além disso, a conclusão dessa malha é considerada estratégica para viabilizar outros projetos ferroviários planejados pelo Ministério dos Transportes.
Procurado, o Ibama informou que o empreendimento possui Licença de Instalação válida até setembro de 2026 para o trecho entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT) - traçado completo do corredor - e afirmou que o projeto segue em conformidade com as condicionantes ambientais estabelecidas.
(Reportagem CNN completa no link - https://www.cnnbrasil.com.br/infra/entraves-ambientais-travam-projetos-bilionarios-de-infraestrutura/)
Da Redação: Diante de tantas notícias aguardamos notícias dos políticos de Mato Grosso e do Vale do Araguaia.
Tentaremos ouvir nossas lideranças sobre esse capítulo da FICO.
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Atualizada dia 02 jun 26
Obras da FICO: Infra S.A. dialoga com lideranças Xavante da T.I. Parabubure
BRASÍLIA - Reforçando o compromisso com o diálogo e a construção conjunta de soluções para a implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), a Infra S.A. realizou, nesta segunda-feira (01), mais uma etapa da agenda de diálogo com lideranças do povo Xavante, desta vez com representantes do Território Indígena Parabubure Coluene, no Mato Grosso
A agenda dá continuidade ao processo de diálogo conduzido pela estatal que vem consolidando um modelo de interlocução baseado na escuta direta, na transparência e no respeito aos direitos dos povos indígenas. A iniciativa faz parte de uma série de encontros com comunidades impactadas pela FICO e já reuniu lideranças dos territórios indígenas Pimentel Barbosa, Marechal Rondon e Parabubure.
Parabubure fica em Campinápolis. Longe do traçado da FICO.
A FICO ligará Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), ampliando a capacidade de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste e a integração ferroviária do país. O empreendimento é considerado uma das principais obras da logística nacional.
Durante a reunião com os indígenas, o diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, destacou que o avanço da FICO depende do diálogo permanente com as comunidades e do cumprimento dos compromissos socioambientais previstos para o empreendimento. “Nosso compromisso é atuar com transparência sobre aquilo que podemos fazer e sobre aquilo que a legislação não nos permite. O diálogo que estamos construindo representa exatamente esse esforço de aproximação, respeito e construção conjunta”, afirmou.
Ludolfo reafirmou o compromisso da Infra S.A. para garantir que todas as etapas do empreendimento avancem de forma responsável, com segurança jurídica e respeito aos territórios indígenas.
“Temos dois grandes desafios: Viabilizar um empreendimento estratégico para o país e, ao mesmo tempo, assegurar que ele avance de forma compatível com os direitos das comunidades tradicionais. Estamos aqui para ouvir, acompanhar as lideranças e transformar as demandas apresentadas em ações concretas dentro das responsabilidades que cabem à Infra S.A.”.
O superintendente de Gestão Ambiental e Territorial da Infra S.A., Bruno Marques, apresentou às lideranças os próximos passos do processo de licenciamento ambiental e destacou que as comunidades terão participação direta na validação dos estudos em andamento. Segundo Marques, a estatal já programou para julho a apresentação dos resultados preliminares dos estudos do Componente Indígena, que servirão de base para a elaboração do Plano Básico Ambiental Indígena (PBAI).
Durante o encontro, o cacique Sam Amilton Seredi destacou, em nome do povo Xavante do Território Indígena Parabubure Coluene, a importância da manutenção de um canal direto de diálogo com o Governo Federal, com o apoio institucional da Infra S.A. Segundo ele, as decisões que envolvem os territórios indígenas devem contar com a participação das aldeias e ser construídas diretamente com suas lideranças.
“Quero registrar que o diálogo deve acontecer diretamente com os caciques e as lideranças do nosso povo. Somos nós que representamos as comunidades e conhecemos as necessidades das aldeias. Ficamos satisfeitos em poder conversar diretamente com a Infra S.A. e com os órgãos do governo, porque entendemos que esse é o caminho para garantir benefícios reais para as nossas aldeias”, afirmou.
Além do encontro na sede da Infra S.A., a programação prossegue nos próximos dias com reuniões na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, no Ministério dos Povos Indígenas e no Ministério dos Transportes. Os encontros contarão com o acompanhamento da equipe da estatal e têm como objetivo ampliar o diálogo institucional, apresentar as demandas das comunidades e fortalecer a construção conjunta das soluções necessárias para o avanço da FICO.
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Atualizada dia 21 mai 26
Obras da FICO em Cocalinho
COCALINHO – Comitiva de autoridades de Água Boa fez ontem nova visita ao canteiro de obras da Ferrovia de Integração Centro Oeste, FICO, no município de Cocalinho. Uma das obras é a ponte ferroviária sobre o Rio Araguaia que está sendo construída alguns quilômetros abaixo da cidade de Cocalinho.
A outra frente de obras prossegue com a abertura de áreas e terraplanagem por onde passarão os trilhos do trem saindo de Cocalinho rumo a Água Boa. O prefeito Dr. Mariano Kolankiewicz, o vice José Ari Zandoná, a presidente da Câmara de Vereadores, Rejane Garcia, secretários municipais, vereadores e empresários representando a ACEAB estavam na comitiva. O ex-prefeito Germano Zandoná acompanhou eufórico o evento. O deputado Dr. Eugênio também participou da visita.
O engenheiro Paulo Cesar Medeiros da Infra informou que 60% das obras da ponte ferroviária sobre o rio Araguaia estão concluídas. A estimativa é de concluir a obra até fevereiro de 2027.
A empreiteira Aterpa é responsável pela ponte e por mais 2 pacotes de um total de 8 no qual foi dividida a pobra da FICO. Durante o encontro assessores da FICO disseram que até o Córrego Água Preta, as obras devem fluir rapidamente nas frentes de supressão vegetal, abertura do terreno e terraplanagem, alcançado o Km 292 do traçado até abril de 2028.
A ponte do Rio Araguaia terá 1.600 metros de extensão para 400 metros de margem de rio. Depois ainda restarão as pontes sobre os córregos Molha Mala, Corixão, Cristalino, Água Preta e outras passagens de água daquela planície.
A comitiva que recepcionou as autoridades de Água Boa também informou que existe preocupação com o componente indígena para o último trajeto da FICO, que vai do Rio das Mortes até Água Boa. As negociações estão avançadas e espera-se que até o final de 2026, o acordo esteja formatado.
O prefeito Márcio ‘Baco’ Aguiar também deu as boas-vindas aos água-boenses. Atualmente tem mais de 5.900 trabalhadores atuando nas várias frentes.
A FICO terá 47,9km em Nova Nazaré, 86,3km em Cocalinho e menos de 5 quilômetros no município de Água Boa.
Dr. Mariano Kolankiewicz, Rejane Garcia, Juliana Kolankiewicz, Dr. Eugênio e o engenheiro Paulo Cesar concederam entrevista. Acompanharam a comitiva o comandante regional da PM, tenente coronel Gyancarlos Cabelho, e o capitão Cuiabano Kunze, comandante dos Bombeiros.
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Histórico das obras abaixo
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Atualizada dia 19 maio 26
Obras da FICO geram empregos
Sob fiscalização da Infra S.A., que garante a qualidade técnica e a conformidade em todas as etapas, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) avança com o início da superestrutura, no trecho goiano da obra e já começa a transformar a realidade de cidades do interior por onde vai passar a linha férrea.
No rastro dos trilhos que avançam pelo interior, pequenos negócios começam a viver uma nova realidade. Em cidades como Mara Rosa (GO), Nova Crixás (GO), Alto Horizonte (GO) e Santa Terezinha de Goiás (GO), o movimento crescente de trabalhadores e equipes técnicas transformou a rotina do comércio local. Mais do que trilhos, o que avança ali é uma cadeia de impactos que se espalha pela economia local, de canteiros de obras a balcões de restaurantes, de folhas de pagamento a expectativas de futuro.
Dona de um restaurante em Alto Horizonte, que hoje funciona em ritmo acelerado, a empresária Regiane Borges que já trabalhou na própria obra da FICO, como técnica de segurança, viu na ferrovia uma oportunidade de mudar de vida.
“Eu comecei lá dentro da obra, conhecendo a rotina, vendo o tanto de gente chegando, trabalhando. Guardei dinheiro, me organizei e montei o restaurante. Hoje, a gente atende muita gente todos os dias, principalmente no horário de almoço, que chegamos a entregar 500 marmitas nos alojamentos. Antes era bem mais parado, agora o movimento é constante. A ferrovia trouxe emprego, trouxe gente e trouxe renda pra cidade. Não foi só pra mim, foi pra muita gente que conseguiu uma oportunidade direta ou indireta com a obra”, conta.
O impacto também é sentido na rede de hotel da região, que passou a operar no limite da capacidade durante os períodos mais intensos da superestrutura. Proprietário de um hotel em Santa Terezinha, André Lopes Soares, relata uma mudança expressiva na ocupação e no perfil dos hóspedes, impulsionada pela presença contínua de profissionais envolvidos na construção.
“Teve uma mudança muito grande. Antes, a gente tinha uma ocupação mais baixa, dependia de eventos ou de períodos específicos. Com a obra, o hotel praticamente encheu. São trabalhadores, engenheiros, equipes técnicas que ficam semanas, às vezes meses hospedados aqui. Isso dá uma estabilidade que a gente não tinha. A ferrovia movimentou tudo: hotel, restaurante, mercado, posto de combustível. A cidade inteira sente esse impacto positivo na economia”, afirma.
Com cerca de 5.900 trabalhadores e 1.800 equipamentos operando simultaneamente ao longo do traçado, a obra – com investimento estimado em R$ 950 milhões, somente para a etapa de superestrutura no trecho inicial, sob responsabilidade da Vale no modelo de investimento cruzado, entra em sua fase mais intensa, ao longo de 292 quilômetros em obras, no trecho de Mara Rosa-GO a Água Boa-MT.
Para o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, o momento marca não apenas a transição entre obra e legado, mas também os efeitos diretos na vida da população.
“A FICO deixa de ser apenas um projeto em execução para se tornar um ativo estratégico para o Brasil, capaz de gerar eficiência logística, reduzir custos e impulsionar o desenvolvimento das regiões produtoras. Ao mesmo tempo, é uma obra que já transforma realidades, com geração de empregos, aumento da renda e dinamização da economia local. Nosso papel é assegurar que cada etapa seja entregue com qualidade, garantindo um legado para o país,” destaca.
Para o superintendente de Empreendimentos da Infra S.A., Tharlles José Soares Fernandes, o que se vê ao longo do traçado da FICO é mais do que o avanço físico de uma ferrovia, é a materialização de um ciclo econômico que ganha ritmo. Segundo ele, a superestrutura representa o momento em que os efeitos deixam de ser projetados no papel e passam a ser sentidos, de forma concreta, por quem vive na região.
“Essa é a fase em que a ferrovia começa a aparecer de verdade, e junto com ela vem uma transformação muito clara na economia local. A gente está falando de milhares de empregos diretos, mas também de uma rede muito maior de impactos indiretos, que alcança o comércio, os serviços e a renda das famílias. Cada frente de obra ativa gera demanda, movimenta a cidade, cria oportunidades.
Obra de Superestrutura
A fase de superestrutura marca o momento em que a ferrovia passa a existir de fato. É quando entram o lastro de pedra, os dormentes de concreto e os trilhos de aço utilizado em ferrovias de carga pesada. A operação segue um ritmo industrial. Equipamentos avançam com precisão quase coreografada, assentando estruturas em sequência contínua. Cada ciclo é planejado para garantir produtividade e segurança.
A produtividade média estimada é de 1000 metros por dia, o equivalente a cerca de 18 quilômetros por mês quando as frentes estão totalmente mobilizadas, um ritmo comparável aos maiores projetos ferroviários recentes do país.
De acordo com o superintendente de Empreendimentos da Infra S.A., a fase de superestrutura concentra o momento mais decisivo da obra, quando planejamento e execução precisam operar em máxima precisão para garantir qualidade e prazo.
“Essa é a etapa mais intensa da ferrovia. O desafio é manter o ritmo com qualidade para garantir uma estrutura segura e durável e ao mesmo tempo, gerar impacto positivo na vida das pessoas. Quando entrar em operação, a FICO vai reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade da produção e levar desenvolvimento a regiões historicamente distantes dos grandes corredores de escoamento”, afirma.
A logística da obra impressiona pelo que acontece, dia após dia, sobre os trilhos ainda inacabados. Antes de chegar ao interior de Mara Rosa, cada peça percorre milhares de quilômetros em uma engrenagem que não pode falhar. Os trilhos que hoje começam a desenhar a FICO no Centro-Oeste saem de navio da Ásia, cruzam o Atlântico, desembarcam no Porto do Itaqui e seguem por ferrovia até o canteiro de obras.
A escolha de iniciar a superestrutura a partir de Mara Rosa não é casual. É ali que a FICO se conecta à Ferrovia Norte-Sul, formando um eixo logístico capaz de integrar o Centro-Oeste aos principais corredores de exportação.
De acordo com Maurício Giraldelle Martins, engenheiro regulatório da VALE, que atua diretamente na FICO , a obra avança com precisão milimétrica ao longo do traçado, seguindo a lógica de uma linha de produção em escala continental, com fluxo contínuo e rigorosamente sincronizado.
“Hoje, a gente trabalha com um fluxo em que o trilho leva cerca de sete dias para chegar até aqui, mais sete dias no retorno até o porto e três dias para descarregar. É uma operação contínua, que precisa estar muito bem sincronizada para não parar a frente de serviço”, explica.
Infraestrutura sob vigilância técnica
À Infra S.A. cabe uma função menos visível, mas central: garantir que tudo o que está sendo construído hoje funcione por décadas, e a estatal atua na verificação da qualidade do ativo entregue, com testes técnicos, acompanhamento em campo e monitoramento da execução.
A rotina de fiscalização acompanha cada etapa da obra, do projeto ao acabamento final. É um trabalho silencioso, mas decisivo para garantir que a ferrovia entregue corresponda exatamente ao que foi planejado. Com dois anos de atuação direta nas obras da FICO, após passagem pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), o engenheiro da Infra S.A., José Geraldo Oliveira da Silva, diz que pretende acompanhar o projeto até a entrega final, e depois seguir contribuindo em novos corredores logísticos, como a Transnordestina.
“Uma obra como essa começa muito antes da máquina chegar ao campo. Ela nasce no projeto, passa por várias etapas e exige controle o tempo todo. Aqui na FICO, a gente acompanha tudo: desde a execução até o momento final, quando a ferrovia precisa estar exatamente dentro dos padrões técnicos para ser recebida. E nesse processo, a gente vê de perto o impacto acontecendo. É emprego sendo gerado, é gente chegando de outras regiões, é a economia local se movimentando.
Ao mesmo tempo, existe o desafio de conciliar essa transformação com a realidade das comunidades, porque a ferrovia também muda o território. No fim, o nosso papel é garantir que tudo isso aconteça com qualidade, segurança e dentro das normas, para que o resultado final seja uma ferrovia eficiente e que realmente entregue o que foi planejado para o país”, destaca.
A rotina no canteiro exige atenção permanente. Máquinas de grande porte operam sem pausa, em frentes simultâneas, e o controle das áreas é rigoroso, quem não está diretamente na operação precisa manter distância. Nem sempre, porém, quem vive no entorno consegue dimensionar a escala da obra e seus impactos. É nesse ponto que entra a Ouvidoria da Infra S.A., que acompanha o dia a dia da ferrovia e funciona como ponte entre o projeto e a população, tanto pelos canais formais quanto nas visitas em campo.
“Em muitos casos, o morador não tem informação suficiente sobre a obra ou sobre os seus direitos. Nosso papel é escutar, orientar e garantir que essa demanda chegue ao lugar certo. A escuta qualificada faz toda a diferença para transformar dúvidas em respostas e preocupações em soluções”, aponta Barbara Tomaz Bonfim, gerente de Relacionamento da Ouvidoria da Infra S.A., durante visita a uma fazenda por onde passará a ferrovia.
Sobre a Fico
A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) é um projeto estratégico para a logística nacional, voltado ao escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Conectada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), integra o Corredor Leste-Oeste, ampliando o acesso ferroviário aos portos do Arco Norte. Com 364 quilômetros de extensão, a Fico I liga Água Boa (MT) a Mara Rosa (GO).
Para o diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Luís Ludolfo, a entrega do primeiro trecho prevista para outubro de 2026, marca uma virada importante: é quando a ferrovia começa a sair do papel de vez e mostrar resultado na prática, tanto na logística quanto na vida de quem está na região.
“Esse é o momento em que a obra começa a virar realidade para as pessoas. Não é só mais construção, é uma ferrovia que já começa a gerar resultado de verdade. A gente fala de reduzir custo de transporte, melhorar a logística do país, mas também de algo muito direto: mais emprego, mais renda e mais oportunidade para quem vive aqui. A partir dessa entrega, a FICO começa a cumprir o papel dela, que é ligar regiões, facilitar o escoamento da produção e ajudar o Brasil a crescer com mais eficiência”, conclui. (aSCOM)
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Atualizada dia 12 maio 26
Obras da FICO: inicia superestrutura em 132 km com entrega prevista para outubro 2026
MARA ROSA/GO - Com o assentamento de lastro, dormentes e trilhos, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) avança para a fase de superestrutura em um trecho de 132 quilômetros. Essa é etapa em que a obra deixa a terraplenagem e passa a ganhar trilhos, abrindo caminho para que entre gradualmente em operação a partir da conexão com a Ferrovia Norte-Sul, em Mara Rosa (GO).
Com o avanço das obras, cabe à Infra S.A. verificar a qualidade do ativo entregue, com testes técnicos, acompanhamento em campo e monitoramento da execução, sempre reportando às autoridades envolvidas. Com investimento estimado em R$ 951 milhões, sob responsabilidade da Vale no modelo de parceria público-privada de investimento cruzado, a fase de superestrutura concentra o maior volume de movimentação de pessoas, máquinas e equipamentos toda a ferrovia.
No pico da execução, serão mobilizados cerca de 5.900 trabalhadores e 1.800 equipamentos, distribuídos em múltiplas frentes simultâneas ao longo do traçado. Essa estratégia permite atuação paralela em diferentes segmentos da ferrovia, respeitando os serviços, materiais e projetos, além das janelas climáticas mais favoráveis.
Para o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos, o avanço para a fase de superestrutura consolida anos de planejamento e coordenação técnica, marcando o momento em que a FICO passa a cumprir seu papel estratégico no sistema logístico nacional. “A partir de agora, a obra deixa de ser apenas um empreendimento de infraestrutura e passa a se tornar um ativo capaz de gerar ganhos econômicos permanentes ao integrar as regiões produtoras do Centro-Oeste aos principais corredores de escoamento do país”, destacou.
Impacto logístico e econômico
O início da superestrutura antecipa a entrada em operação por trechos ao transformar partes já concluídas da obra em ferrovia pronta para uso. Cumpridos os padrões de qualidade e segurança, esses segmentos seguem para a liberação dos órgãos responsáveis e, na sequência, passam a ser operados pela concessionária.
A migração parcial do transporte rodoviário para o ferroviário tende a aumentar a previsibilidade do frete, reduzir gargalos em períodos de safra e aliviar a pressão sobre rodovias federais e estaduais.
De acordo com o superintendente de Desenvolvimento de Empreendimentos, Tharlles José Soares Fernandes, do ponto de vista logístico, a FICO deve promover uma redução estrutural dos custos de transporte da produção agropecuária do nordeste de Goiás e do leste de Mato Grosso, oferecendo uma alternativa ferroviária de longa distância integrada aos principais corredores de exportação.
“Além de reduzir custos no escoamento da produção, a ferrovia melhora a logística de retorno, com mais eficiência no transporte de insumos como fertilizantes e combustíveis. Isso reduz gastos na porteira, amplia a competitividade da produção regional e tem impacto direto em áreas mais distantes dos portos, como o Vale do Araguaia, no Mato Grosso”.
Conexão com a Norte-Sul
A implantação da superestrutura foi desenhada a partir da conectividade logística com a Ferrovia Norte-Sul, no município de Mara Rosa. É por esse eixo que chegam os trilhos importados da China, desembarcados no Porto do Itaqui (MA) e transportados por ferrovia até o canteiro de obras da FICO.
Além de reduzir custos e riscos logísticos, a estratégia permite o transporte de grandes remessas por modal ferroviário, diminuindo a dependência do sistema rodoviário e antecipando, na prática, a futura integração operacional da FICO à malha nacional. A própria via permanente em construção passa a ser utilizada como corredor logístico interno, otimizando o abastecimento de trilhos, dormentes e lastro ao longo do traçado.
A execução empregará metodologia New Track Construction (ntc) um método moderno de construção de ferrovias, com produção mecanizada da grade, alinhamento e nivelamento, o que permite ganhos expressivos de produtividade e precisão geométrica. Para o diretor de Empreendimentos, André Luís Ludolfo, o próximo grande marco do projeto será a entrega do Lote 1, prevista para outubro de 2026.
O trecho reúne os Pacotes 1, 2, 3 e 4, entre Mara Rosa e Crixás, com cerca de 132 quilômetros de via permanente, executados em ritmo médio de 1.000 metros por dia, o que garante maior capacidade de transporte e durabilidade ao ativo. Concluída essa etapa, a ferrovia estará apta a iniciar o processo de recebimento regulatório, com inspeções técnicas e validação operacional. (Ascom)
Abaixo histórico das obras
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Atualizada dia 11 maio 26
BRASÍLIA - A Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) segue avançando na consolidação do Corredor Ferroviário Leste-Oeste, um dos principais projetos logísticos do país. Em reunião realizada na última quarta-feira (6), representantes do Governo Federal, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Infra S.A., do Tribunal de Contas da União (TCU), do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do setor ferroviário e da iniciativa privada avaliaram o andamento das obras e alinharam as prioridades para 2026.
O encontro “FICO – Realizações 2025 e Perspectivas 2026” reforçou o alinhamento institucional em torno do empreendimento e destacou a importância estratégica da ferrovia para ampliar a capacidade logística nacional, fortalecer o transporte ferroviário e impulsionar o escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste.
Obras avançam e primeiro marco físico será entregue em outubro
O cronograma do projeto segue aderente ao planejamento estabelecido desde a prorrogação antecipada do contrato, em 2020. Dos 366 quilômetros previstos para a ferrovia, cerca de 290 quilômetros deverão ter a infraestrutura concluída até o fim de 2026.
A entrega da superestrutura do Lote 1 da FICO está prevista para outubro deste ano e representa o primeiro grande marco físico do empreendimento.
Durante a reunião, a representante da Vale, Daniella Barros, destacou o caráter colaborativo do projeto e a integração entre as instituições envolvidas. “Esse é um projeto construído de forma conjunta, envolvendo ANTT, Infra S.A. e Vale, e representa um marco importante para o setor”, afirmou.
Cooperação institucional fortalece segurança jurídica do projeto
A abertura do encontro contou com a participação do Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, dos diretores Lucas Asfor e Alex Azevedo, além de representantes da Vale, da ANTF e de órgãos federais ligados à infraestrutura e planejamento.
As manifestações reforçaram a importância do diálogo institucional e da atuação coordenada entre os órgãos envolvidos para garantir previsibilidade regulatória e segurança aos investimentos.
Guilherme Theo Sampaio destacou a sinergia entre todas as partes envolvidas no FICO. “Estamos falando de um projeto construído com diálogo e busca por consenso, envolvendo diferentes instituições. Esse alinhamento é fundamental para garantir segurança jurídica, viabilizar investimentos e transformar planejamento em execução”, destacou.
Corredor ferroviário amplia competitividade do agronegócio brasileiro
O trecho FICO 1, entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), integra o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste e do Matopiba aos portos do Norte e Nordeste, com destaque para o Porto Sul, na Bahia.
O corredor também se conecta à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e à Ferrovia Norte-Sul, formando uma nova alternativa logística para o transporte de cargas no país.
Estudos de demanda elaborados pela Infra S.A. indicam que aproximadamente 80% da movimentação prevista será composta por granéis sólidos vegetais. A soja deverá representar cerca de 46% da demanda projetada, seguida pelo milho (28,5%), fertilizantes (15,3%) e farelo de soja (6,2%).
As projeções apontam crescimento médio anual de 1,9% até 2060, quando o corredor poderá alcançar cerca de 41 milhões de toneladas úteis transportadas.
Prioridades para 2026
Entre as prioridades definidas para 2026 estão o avanço das obras estruturantes da FICO 1, o fortalecimento da coordenação institucional e a continuidade dos estudos regulatórios e operacionais necessários para a consolidação do corredor ferroviário.
A expectativa é que a entrega da superestrutura do Lote 1, prevista para outubro, marque uma nova etapa do empreendimento, ampliando a integração logística nacional e contribuindo para o aumento da competitividade brasileira no mercado internacional. (Ascom)
Abaixo histórico das obras da FICO
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Atualizada dia 13 abril
Agenda Xavante
BRASÍLIA - O Ministério dos Transportes recebeu na quarta-feira (8/04), em Brasília, representantes do povo Xavante da Terra Indígena Parabubure (MT) para a terceira rodada de reuniões sobre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), com a participação da Infra S.A. O encontro reuniu lideranças de diferentes aldeias e dá continuidade à agenda de escuta às comunidades possivelmente impactadas pelo projeto.
“Nosso interesse é buscar soluções mais adequadas para todos os lados, com respeito aos territórios e aos direitos dos povos indígenas. A nossa palavra de ordem é acelerar, não apenas a obra, mas as soluções que garantam direitos e atendam às necessidades das comunidades”, destacou o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides.
Impactos socioambientais 
Com mais de 360 quilômetros de extensão, a Fico conecta Mara Rosa (GO) à Água Boa (MT) e integra o corredor logístico do Arco Norte, sendo considerada essencial para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. As lideranças indígenas destacaram a necessidade de avaliação detalhada dos impactos ambientais, sociais e culturais nos territórios tradicionais.
Durante o diálogo, representantes Xavante defenderam a realização de consulta prévia, a ampliação de estudos de impacto e a construção de medidas compensatórias permanentes. Também foram apresentadas demandas relacionadas à demarcação de terras, à proteção ambiental e à criação de projetos que garantam sustentabilidade econômica às comunidades.
“Nós entendemos que vai haver impacto nas nossas terras. Por isso, precisamos garantir projetos que recuperem o que for afetado e assegurem o futuro dos nossos netos e bisnetos”, afirmou o cacique Isaías Tsihorira Dumhiwe. (Ascom)
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Atualizada dia 31 mar 26
BRASÍLIA - O Governo do Brasil avançou no diálogo com lideranças do povo Xavante da Terra Indígena sobre a construção de um trecho de 80 quilômetros da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). As reuniões ocorreram na terça-feira (24/03) e quarta-feira (25/03), em Brasília, sob liderança do Ministério dos Transportes com a participação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Infra S.A.
O Ministério dos Transportes conduz projetos de infraestrutura com base na escuta ativa das populações afetadas e na construção conjunta de soluções. “Nosso compromisso é garantir que o desenvolvimento ocorra com responsabilidade e respeito. A Fico é estratégica para o país, mas precisa ser construída com diálogo e legitimidade”, afirmou o subsecretário de Sustentabilidade da pasta, Cloves Benevides.
A iniciativa reforça a diretriz do Ministério dos Transportes de alinhar expansão logística e responsabilidade socioambiental, com presença nos territórios e acompanhamento das demandas apresentadas.
O diretor de Empreendimentos da Infra S.A., André Ludolfo, destacou que o avanço da ferrovia está condicionado ao entendimento com as comunidades. “Este projeto só avançará com diálogo contínuo, transparente e respeitoso com os povos indígenas. Não há hipótese de implementação sem o entendimento das comunidades”, ressaltou.
Participação social
Ao longo das articulações, nove caciques, representantes de vinte e quatro aldeias, apresentaram demandas sobre impactos e contrapartidas do empreendimento, incluindo infraestrutura básica nas comunidades, melhoria de estradas e participação nos benefícios econômicos da ferrovia.
“Estamos tratando do futuro da nossa comunidade e isso exige respeito. Somos nós que vivemos na terra e precisamos decidir”, disse o cacique Joenil Waiaudzé, ao defender que a interlocução com o poder público ocorra de forma direta e com resultados concretos para as aldeias.
Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico)
A Fico é um projeto estratégico para a logística nacional, voltado ao escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Conectada à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), integra o Corredor Leste-Oeste, ampliando o acesso ferroviário aos portos do Arco Norte. Com 383 quilômetros de extensão, a Fico I liga Água Boa (MT) a Mara Rosa (GO). (Ascom)
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Atualizada dia 27 jan 26
Obras da FICO: Infra detalha serviços com exclusividade ao Notícias Interativa
Nossa reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da Infra S.A, sobre a obra da Ferrovia de Integração Centro Oeste que pretende ligar Mara Rosa/GO com Água Boa, Mato grosso. O objetivo é verificar o andamento da obra. A resposta foi enviada por e-mail. Confira:
1) Notícias Interativa - Quantos porcento de obra já efetuada na abertura e aterro, e colocação de trilhos?
De acordo com o Painel da INFRA S.A., as obras na região da proximidade do rio Araguaia, km 225+000 e o km 240+000, apresentam 51,5% de execução das atividades de terraplenagem (cortes e aterros) e 28,6% de execução do sublastro. Registra-se que os serviços de superestrutura, correspondentes à instalação da grade ferroviária, ainda não foram iniciados.
Na região entre o km 240+000 e o km 292+000, observa-se avanço físico de 80,4% das atividades de terraplenagem concluídas e 60,7% de execução do sublastro. Assim como no segmento anterior, as obras relativas à superestrutura ferroviária ainda não tiveram início.
2) Notícias Interativa - Quantos por cento da ponte ferroviária sobre o Rio Araguaia?
Conforme informações extraídas do Painel da INFRA S.A., a Ponte sobre o Rio Araguaia conta com os seguintes percentuais de execução:
-Infraestrutura (fundações e blocos): 100% concluídas
-Mesoestrutura (pilares, encontros, vigas de apoio e aparelhos de apoio): 48,4%
-Superestrutura (vigas principais e tabuleiro - laje de concreto, guarda-corpo): 1,0%
3) Notícias Interativa - Já iniciaram as obras sobre os córregos Molha Mala, Corixão, e demais que ficam no trajeto?
Sim, as obras de execução das pontes sobre os córregos Corixo da Saudade, Rio Cristalino e Corixo Molha Mala, bem como a Passagem Inferior da MT-100 já foram iniciadas. Já as obras de arte especiais (ponte, passagem inferior e viaduto) sobre o Rio Água Preta, Rio das Mortes, Rio Borecaia, PI sobre a MT-326, ponte sobre o Córrego Peito de Moça e Viaduto Ferroviário da BR-158 ainda não foram iniciadas.
Seguem abaixo os status de cada uma das obras que estão em andamento:
-Passagem Inferior MT-100 (km 236+700 a 236+780)
Encontra-se paralisada devido ao período chuvoso, restando a execução das lajes de transição, guarda rodas e guarda corpo da PI, além da restituição da MT-100.
-Ponte sobre o Córrego Corixo da Saudade (km 253+260 a 253+420)
Todas as estacas executadas, bem como o arrasamento dessas estacas.
Blocos ainda não iniciados.
-Ponte sobre o Rio Cristalino (km 268+540 a 268+700)
Todas as estacas executadas
Arrasamento das estacas e blocos ainda não iniciados
-Ponte sobre o Córrego Corixo Molha Mala (km 281+140 a 281+280)
Todas as estacas executadas, bem como o arrasamento dessas estacas.
Blocos ainda não iniciados.
4) Notícias Interativa - Qual perspectiva de início da ponte ferroviária sobre o rio das Mortes?
A ponte sobre o Rio das Mortes, localizada entre os km 314+160 e km 314+800, ainda não possui previsão de início. Tal situação decorre da persistência de pendências relacionadas à aprovação dos projetos, bem como da impossibilidade de início das obras em razão da ausência de manifestação e autorização por parte da FUNAI, uma vez que o referido trecho se encontra inserido em área de influência de comunidades indígenas. (Ascom)
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Atualizada 09 Out 2025
COCALINHO - Comitiva de autoridades visitou hoje o canteiro de obras da FICO - Ferrovia de Integração Centro Oeste no município de Cocalinho, divisa com Goiás.
O deputado estadual Dr Eugênio foi acompanhado do prefeito anfitrião, Márcio 'Baco' Aguiar, e prefeitos de Nova Nazaré, Reginaldo de Colle, e de Água Boa, Dr. Mariano Kolankiewicz.
Acompanharam a comitiva, o vice-prefeito de Água Boa, José Ari Zandoná, a presidente da Câmara de Vereadores, Rejane Schneider Garcia, secretários municipais e alguns vereadores.
Na ocasião, um dos responsáveis pela obra, Dr Thiago Teixeira, relatou detalhes dos serviços da FICO, que já está cerca de 70 quilômetros dentro do território de Mato Grosso.
Na região, várias pontes serão construídas sobre os Córregos Corixão, Corixinho, Cristalino, Água Preta, Rio das Mortes e Borecaia.
A informação é de que a conclusão da FICO ocorra em 2028 chegando em Água Boa.
Veja reportagem:
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Obras da FICO: IBAMA emite licença ambiental de retificação para a instalação da FICO
Atualizada dia 31 jan 25
BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) concedeu à Vale S.A. a Licença de Instalação nº 1364/2020 - 2ª Retificação para a execução das obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). A informação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 31 de janeiro de 2025, na Seção 3, página 350.
A licença, recebida no dia 08 de janeiro de 2025, autoriza a continuidade das obras do trecho que liga Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa, no Mato Grosso, abrangendo uma extensão total de 365 quilômetros. O documento possui validade até 29 de setembro de 2026.
A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (EF-354) é um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, tendo como objetivo fortalecer a logística de escoamento da produção agropecuária e mineral da região Centro-Oeste, promovendo ganhos significativos em competitividade e desenvolvimento econômico para os estados envolvidos.
Adriano Vilela, Gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Vale S.A., destacou a importância do licenciamento para a continuidade do empreendimento e reafirmou o compromisso da empresa com as diretrizes ambientais estabelecidas pelos órgãos reguladores.
Com a emissão da Licença de Instalação, os próximos passos incluem a intensificação das atividades de implantação da ferrovia, que será fundamental para a melhoria da infraestrutura de transportes no Brasil, reduzindo custos logísticos e fomentando o desenvolvimento regional.
VEJA LINK - https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/aviso-de-licenca-610049751
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Atualizada dia 10 dez 24
MARA ROSA/GO - A frente de obras da primeira etapa da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), que liga Mara Rosa/GO a Água Boa/MT, está 100% liberada. Esse marco foi atingido graças à constituição de 344 processos de desapropriação na faixa de domínio da ferrovia.
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Atualizada dia 15 out 24
NOVA CRIXÁS/GO – As obras da FICO – Ferrovia de Integração Centro Oeste prosseguem em território goiano.
Atualmente, as obras já estão a cerca de 40 quilômetros de Cocalinho, na região de Nova Crixás-Aruanã/GO.
O empresário Wilson Stein de Água Boa passou pela GO-454 e constatou o andamento das obras da FICO em paralelo com a rodovia goiana.
Os serviços de terraplanagem prosseguem a passos largos.
Fotografias: Wilson Stein.
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Atualizada dia 18 jul 24
MARA ROSA/GO – A FICO – Ferrovia de Integração Centro Oeste realizou até o mês passado, 17.000 m3 de movimentação de terras perfazendo 28% do total.
Foram construídas 290.000 m2 de cercamento, 26% da meta total. A supressão vegetal atingiu 9.000 m2 alcançando 42% do projeto. Obras de arte somam 51% do total do projeto.
As obras de drenagem alcançam 75.000 m2 ou 7 por cento. Sublastro foram 19.000 metros ou 5% do projeto. A Gestão fundiária alcançou 283 das 340 propriedades.
Atualmente, a FICO emprega 248 funcionários nas várias frentes de trabalho. A colocação de dormentes chegou a 5.000 de um total de 25.000 recebidos no canteiro de obras.
A Vale realiza ainda 21 programas socioambientais na região de influência da FICO. São 22 mil toneladas de material petro utilizado na estrutura. O objetivo é concluir 33% da obra ao longo de 2024.
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Atualizada dia 15 maio 24
COCALINHO - Importante reunião está marcada para a cidade de Cocalinho.
Na ocasião, diretores do empreendimento da FICO apresentarão o projeto de implantação da Ferrovia de Integração Centro Oeste.
O encontro será no auditório da Sec. de Educação de Cocalinho, nesta quinta-feira, 16 de maio, a partir das 17h.
Endereço: Rua Serafim Pereira Silva, bairro Terra Firme - Cocalinho.
Toda a sociedade está convocada para o encontro.
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Atualizada dia 26 abr 24
MARA ROSA/GO - AFerrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) é uma das grandes promessas para o transporte de cargas no Brasil, ligando as produtivas regiões do Centro-Oeste à Ferrovia Norte Sul e, consequentemente, aos portos estratégicos de Santos e São Luís, o que vai promover integração nacional e desenvolver ainda mais a economia do país. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável por regular e fiscalizar os trabalhos e a concessão, periodicamente realiza visitas técnicas de acompanhamento. O avanço físico das obras está, até o momento, em 13,28% e a previsão é de chegar aos 33,28% até dezembro.
O trecho em foco, conhecido como FICO 1, estende-se por 383 quilômetros, conectando Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT). Durante a última inspeção, que ocorreu no último fim de semana (19 a 21/4), a Diretoria e os fiscais da ANTT constataram um significativo avanço nas atividades conduzidas pela Concessionária Vale S.A., responsável pela execução das obras. De outubro de 2023 até agora, a conclusão da terraplenagem saiu de 9,87% para 13,28%, projetando-se para atingir 33,28% até dezembro de 2024. Além disso, a gestão fundiária liberou aproximadamente 238,5 quilômetros em dezembro de 2023, com uma tendência de alcançar 364 quilômetros até o fim deste ano.
As obras da alça de ligação da FICO com a Ferrovia Norte-Sul, que já está em operação no Tramo Central, na altura de Mara Rosa/GO, estão bem adiantadas e em breve permitirão a instalação de trilhos, o que promoverá o carregamento de materiais para o avanço das obras com maior eficiência logística. Também estão em andamento as obras de infraestrutura no pacote 3, entre os km 80 a 104, próximo a Santa Terezinha de Goiás.
No âmbito da engenharia, os pacotes de projetos avançam de acordo com o cronograma estabelecido. Os pacotes de 1 a 7 já obtiveram certificações para início de obras ainda ano passado, enquanto os pacotes de 7 a 11 estão previstos para terem suas obras iniciadas até dezembro de 2024. As autorizações da ANTT para os diferentes pacotes demonstram um compromisso conjunto com o progresso do empreendimento.
Compromissos e metas para 2024
Apesar dos avanços, ainda existem metas a serem alcançadas em 2024. A obtenção da certificação dos projetos executivos, a autorização da ANTT para execução de obras em diferentes pacotes, a conclusão das desapropriações e o avanço das obras em cada pacote são algumas das prioridades previstas.
As implementações incluem o desenvolvimento técnico para otimização do projeto, início das atividades arqueológicas, obtenção das licenças e autorizações ambientais e realização de todos os processos de contratação relativos aos serviços de infraestrutura de cada pacote.
O projeto da FICO surgiu como contrapartida da renovação antecipada do contrato de concessão da Ferrovia Vitória a Minas, destacando-se como um investimento estratégico para a economia brasileira. Para o diretor da ANTT, Rafael Vitale, a FICO representa uma revolução logística que promoverá outra revolução no desenvolvimento regional e nacional. O prazo para conclusão das obras da ferrovia é de cinco anos.
"Verificamos que a obra está a todo vapor. Gosto muito de trabalhar com revolução e sei que estamos diante de uma neste momento. É uma grandiosidade da engenharia, uma logística gigantesca para nosso país e mais uma melhoria que vai beneficiar a todos os usuários", concluiu Vitale. (Ascom)
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Atualizada 17 Abril 24
MARA ROSA/GO - As obras da Ferrovia de Integração Centro Oeste avançam em Mara Rosa, Goiás.
No trecho chamado de alça de ligação entre a FICO e a Ferrovia Norte Sul, a drenagem e a terraplanagem foram concluídas, apesar do período chuvoso.
Significa que os dormentes começarão a ser utilizados para em revê instalar os primeiros trilhos da FICO.
veja vídeo:
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Atualizada: Obras da FICO - dormentes chegam na região
Atualizada 19 FEV 24
MARA ROSA/GO – Chegaram os primeiros dormentes para instalação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste.
Os materiais chegaram à região de Mara Rosa, Goiás.
Os 25 mil dormentes estão sendo descarregados ao longo do traçado da futura ferrovia em pontos estratégicos.
Posteriormente, eles serão instalados nos trilhos. A notícia foi confirmada na página oficial do Ministério da Infraestrutura.
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Atualizada: obras da FICO - Ferrovia de Integração Centro Oeste
Atualizada dia 24 jan 24 MARA ROSA/GO - As obras para a execução da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) estão ocorrendo conforme o cronograma estabelecido. O trecho de aproximadamente 131 quilômetros abrange desde o município de Mara Rosa até Crixás, no estado de Goiás.
Atualmente, estão sendo realizadas as atividades de instalação da infraestrutura ferroviária, que inclui terraplenagem, drenagem e a camada de sublastro, além das obras de arte especial, como pontes e passagens inferiores, nos municípios goianos de Mara Rosa e Santa Terezinha. Também foram iniciadas as ações para cercar a faixa de domínio nos municípios de Nova Iguaçu e Crixás.
Percentual de terraplanagem concluído: 7,0 km (1,9%) dos 364,7 km totais da Fico. Os demais itens estão com a métrica em desenvolvimento.
A empresa responsável pela obra, a INFRA S.A, está também envolvida na gestão territorial do empreendimento, especialmente nos processos de desapropriação de propriedades localizadas na área de influência da ferrovia, visando liberar as frentes de serviço para a implantação da obra.
Imagem 1: Passagem Inferior (PI) sob a rodovia GO - 347 no Km 11 + 980 em Mara Rosa.
Imagem 2: Obras no município de Mara Rosa – GO
Imagem 3: Drenagem Superficiais Km 0+000 ao Km 7+000
Imagem 4: Escavação Km 98+300
Imagem 5: Execução estaca raiz – Ponte sobre córrego Baldaia (Km 100+350)
Imagem 6: Passagem Inferior sob GO-154
(Créditos das imagens: INFRA S.A)
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Atualizada dia 19 out 23
MARA ROSA/GO - As obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) avançam na etapa de terraplanagem no trecho inicial da região de Mara Rosa (GO). Também já foram iniciadas as atividades de cercamento, supressão vegetal, drenagem profunda e terraplanagem na região de Santa Terezinha de Goiás. 
Realizadas pela Vale como contrapartida de investimento pela prorrogação antecipada do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória-Minas, as obras seguem o contrato de construção que estabelece obrigações específicas para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Infra e a Vale. O empreendimento terá 363 quilômetros de extensão e está planejado para ocorrer de forma linear de Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT).
O projeto FICO prevê ações antecessoras à obra, necessárias para o sucesso do empreendimento, como desapropriações e atendimento às condicionantes da licença. Neste sentido, Infra S.A., ANTT e Vale atuam de forma integrada e diligente para o cumprimento do cronograma alinhado às metas contratuais.
A Vale reafirma seu compromisso com a sustentabilidade do empreendimento e em seguir contribuindo com o desenvolvimento local. (Ascom)
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Atualizada dia 16/05/2023
MARA ROSA/GO – Prosseguem os serviços de compactação de aterro, terraplanagem e colocação de bueiros ao longo do treco da Ferrovia de Integração Centro Oeste. A informação é do Ministério da Infraestrutura.
Estão sendo realizados serviços de compactação de aterro, uma das etapas da terraplenagem, além da execução de bueiros ao longo da via, para possibilitar a passagem da água. Segundo o ministério, as obras seguem a todo vapor para impulsionar a infraestrutura ferroviária no nosso país.
Os investimentos serão de R$ 2,7 bilhões, gerando 4,6 mil empregos. A FICO terá 383 quilômetros de extensão devendo chegar em Água Boa dentro de 5 anos.
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Atualizada dia 17/04/2023
80km de frente de obras são liberados para construção da Fico
ÁGUA BOA - Após a conclusão do processo de desapropriação de 50 quilômetros de terras localizadas na faixa de domínio da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), nos municípios de Crixás e Santa Terezinha de Goiás (GO), 80 quilômetros de frente de obras foram liberados para a construção do primeiro trecho da ferrovia, conforme acordo entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Infra S.A. e a concessionária Vale.
A primeira remessa com os trilhos que serão utilizados para a construção do trecho inicial, com 363 quilômetros de extensão, foi entregue no canteiro de obras, localizado no município de Mara Rosa (GO), no início de março. A Fico escoará a produção de grãos da região de Água Boa (MT) pela Ferrovia Norte Sul (FNS), o que possibilitará acesso aos portos de Santos (SP) e Itaqui (MA). Agora, a Vale – empresa responsável pelas obras – terá o prazo de cinco anos para finalizar o empreendimento.
A Fico será a primeira ferrovia construída por meio do investimento cruzado, inovação regulatória trazida pela ANTT no âmbito da renovação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), concedida à Vale. Ou seja, ao realizar a renovação antecipada da concessão das ferrovias operadas pela Vale, a empresa, em contrapartida, precisa realizar investimentos em obras nas estradas de ferro outorgadas à Infra S.A.
“Essa ferrovia é um marco. Por esse instrumento, poderemos construir inúmeras outras ferrovias e acelerar o reequilíbrio da matriz logística no país", ressaltou Rafael Vitale, diretor-geral da ANTT.
Obras antecipadas
A ANTT fiscaliza, junto à Infra S.A., o cronograma para construção da Fico. E vem acompanhando as atividades de pré-obra realizadas pela Vale, em Mara Rosa (GO). Desde o início dos trabalhos, foram executadas ações de desmonte de rochas, terraplenagem e fabricação de aduelas. Como parte das iniciativas de mitigação de impactos ambientais, também são cultivadas mudas de árvores que serão utilizadas no programa de plantio compensatório. (Ascom)
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Atualizada dia 15 mar 23
Equipe da Ferrovia de Integração do Centro Oeste (FICO) opera no município
ÁGUA BOA - Funcionários do Grupo Geominas já estão morando em Água Boa. A empresa é terceirizada e presta serviços à Vale, realizando curso de topografia com drones, para atender ao cronograma de instalação da FICO - Ferrovia de Integração Centro Oeste.
O curso está sendo ministrado por engenheiros agrimensores e cartógrafos, especialistas na área, Igor Vessoni e Rodolfo Paraíso. O curso desenvolve teoria e prática utilizando drones na topografia, legislação, processamento e análise dos dados obtidos.
O drone possui alta tecnologia, sendo equipado com um sensor LiDAR que realizar a varredura a laser, coletando dados com precisão sobre o terreno. Realiza mapeamento de grandes áreas, monitoramento ambiental, estudos geológicos e de mineração, inspeção de infraestruturas, construção de estradas, entre outras aplicações.
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Atualizada dia 10 03 23
Remessa de trilhos chega a Mara Rosa/GO
MARA ROSA/GO - Chegou na quarta-feira (8/3), a primeira remessa de trilhos a serem instalados na Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). Aobra está sendo executada pela Vale S.A., por meio do investimento cruzado derivado da renovação antecipada da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).
São 1.800 toneladas de trilhos para dar o arranque à superestrutura nas alças norte e sul de interligação da Fico com a Ferrovia Norte-Sul (FNS).
Os trilhos estão sendo descarregados no pátio de estocagem em Mara Rosa (GO), localizado no km 0 da Alça Sul, na ligação com a FNS. Esse será o material que será utilizado para o arranque da superestrutura. O volume restante (6.200 toneladas) permanecerá estocado em São Luís (MA) no pátio do Terminal Ferroviário Ponta da Madeira (TFPM).
FICO - A construção do trecho Mara Rosa/GO a Água Boa/MT da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) será viabilizada como contrapartida pela prorrogação antecipada do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas, cujo termo aditivo foi assinado em 18/12/2020. A operação da ferrovia será objeto de contrato de concessão a ser licitado, cujo projeto poderá ser estruturado em conjunto com trechos ferroviários da FIOL II e III, a depender dos resultados indicados nos estudos.
O projeto prevê investimento de R$ 2,73 bilhões e 46.122 mil empregos (diretos, indiretos e efeito-renda). Com 383 km de extensão, o trecho escoará a produção de grãos (soja e milho) daquela região, uma das maiores produtoras de soja do Brasil, em direção aos principais portos do país.
A Ferrovia de Integração Centro-Oeste tem por objetivos: I) estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de carga de longa distância; II) favorecer a multimodalidade; III) interligar a malha ferroviária brasileira; IV) propor nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola e de mineração para os sistemas portuários do Norte e Nordeste; e V) incentivar investimentos, que irão incrementar a produção e induzir processos produtivos modernos.
Trará, ainda, os seguintes benefícios: I) proporcionará alternativa no direcionamento de cargas para os portos do Norte e Nordeste, principalmente aquelas produzidas em Goiás, Mato Grosso e Rondônia, e assim, reduzir o percurso e o custo do transporte marítimo de grãos e minérios exportados para os portos do Oceano Atlântico, Europa, Oriente Médio e Ásia; II) aumentará a produção agroindustrial da região, motivada por melhores condições de acesso aos mercados nacional e internacional; e III) possibilitará e estimulará a exploração de reservas minerais ainda pouco exploradas. (Ascom)
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Outubro 2020 - Exclusivo: veja provável área do futuro terminal da FICO.
ÁGUA BOA – Nossa reportagem efetuou levantamento da logística mínima necessária para instalar um porto seco de ferrovia quando a FICO apitar com o trem em nossa cidade.
Tomando por base o modelo de implantação da ferrovia em Rondonópolis no começo da década, o pátio deverá ter ampla área para receber armazéns das empresas interessadas em promover o transporte pela ferrovia.
No futuro porto seco serão instaladas empresas de grãos, combustíveis, fertilizantes, frigoríficos (carnes), madeira e outras matérias primas. A operacionalização desse enorme pátio de cargas deverá contar com cerca de 300 hectares.
Um empresário do ramo imobiliário informou à nossa reportagem com exclusividade, que será construída uma trincheira (túnel) para que a rodovia BR-158 receba o entroncamento rodoferroviário.
Essa trincheira deverá ser construída a cerca de 1 quilômetro de onde hoje está a Penitenciária Regional Major Zuzi, no interior de Água Boa (22km da cidade).
A Valec, empresa do Governo Federal que trabalha com a logística do transporte ferroviário já fez contato com a mesma imobiliária para saber da possibilidade de dispor de uma área aproximada de 300 hectares naquela região.
Só com a empresa que vai administrar a futura Ferrovia de Integração Centro Oeste, serão gerados cerca de 30 empregos diretos entre os técnicos que vão operacionalizar a FICO.
As demais empresas que vão se instalar para armazenar os produtos a serem transportados pela ferrovia, deverão instalar sua logística particular na mesma região. Isso vai gerar emprego e renda, exigindo a necessidade de planejamento do futuro porto seco.
Os armazéns terão que preparar pátios de estacionamento para carretas e toda a infraestrutura exigida para casos assim.
Os produtos transportados passarão por análise de qualidade e pesagem, para posterior carregamento nos containers do trem. Para isso, serão necessárias a instalação de balanças eletrônicas e sistema de tombamento das cargas, para o caso de grãos. Quando se tratar de madeira, o processo é diferente.
No terminal haverá algumas tulhas de carregamento que consistem em recipientes para armazenagem intermediária do produto até que o mesmo seja despejado nos vagões de transporte.
Cada tulha pode ter capacidade de 500 toneladas. Como a estimativa inicial é de alcançar até 12 milhões de toneladas, a estrutura mínima será de até 75% do porto seco construído para a ferrovia no município de Rondonópolis, sul de Mato Grosso.
Toda essa estrutura a ser construída demandará enormes investimentos, gerando emprego e renda. Exigirá também uma espécie de vila, um pequeno centro urbano que vai aglutinar toda essa estrutura da empresas ligadas ao agronegócio. (Inácio Roberto)

