Atualizada em 28/04/2026
Uruan Thaylon Kaiabi Leão, de 42 dias, não resistiu às complicações de uma pneumonia severa após transferência aeromédica para a capital.
O recém-nascido Uruan Thaylon Kaiabi Leão, que mobilizou a rede de saúde e o sistema judiciário de Mato Grosso nas últimas semanas, não resistiu e faleceu na noite desta segunda-feira (27) em uma unidade hospitalar de Cuiabá. Natural de Querência (MT), o bebê estava internado em terapia intensiva após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante o transporte de emergência entre municípios, em meio a uma crise respiratória aguda que exigiu a intervenção da Defensoria Pública para a obtenção de um leito especializado.
O quadro clínico de Uruan, diagnosticado com bronquiolite e pneumonia severa, apresentou um declínio crítico, quando ele possuía apenas 28 dias de vida. Devido à ausência de suporte neonatal avançado, a equipe médica realizou a intubação e iniciou o deslocamento terrestre para o Hospital Regional de Água Boa. Foi durante este trajeto de emergência que o lactente registrou a falência cardíaca, chegando à unidade regional em estado gravíssimo e com dependência absoluta de ventilação mecânica para sustentar os níveis de oxigênio.
A demora na regulação de um leito de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) levou a família a acionar o núcleo da Defensoria Pública em Querência. A ação judicial chegou a pleitear a transferência para a rede privada em Ribeirão Preto (SP) como medida extrema para resguardar a sobrevivência da criança diante da saturação dos leitos estaduais. Sob pressão jurídica, o Governo de Mato Grosso viabilizou a remoção aeromédica para Cuiabá no dia 16 de abril, onde o bebê permaneceu sob monitoramento intensivo por doze dias até a confirmação do óbito pela família.
O triste desfecho de Uruan Thaylon expõe novamente o déficit estrutural de leitos de UTI neonatal no interior de Mato Grosso, especialmente na região do Vale do Araguaia. A centralização dos recursos de alta complexidade na capital impõe riscos logísticos e temporais que impactam diretamente o prognóstico de pacientes em estado crítico. Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) não emitiu nota oficial sobre as circunstâncias da regulação ou sobre o monitoramento do caso durante o período de internação na capital.
========================================================================================
Estado transfere para Cuiabá bebê de Querência que sofreu parada cardíaca à espera de UTI
Atualizada em 16/04/2026
O recém-nascido Uruan Thaylon Kaiabi Leão, natural de Querência e diagnosticado com pneumonia severa, embarcou em unidade de transporte aeromédico após mobilização da família e acionamento da Defensoria Pública.
O recém-nascido Uruan Thaylon Kaiabi Leão, de 28 dias, cuja família reside no município de Querência (MT), foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em Cuiabá no início da tarde desta quinta-feira (16). A remoção aeromédica encerra um período crítico de espera no Hospital Regional de Água Boa, a 730 quilômetros da capital mato-grossense, onde a criança permanecia intubada em decorrência do agravamento de um quadro clínico de bronquiolite e pneumonia.
O declínio respiratório do paciente começou na última semana. Sem suporte avançado para neonatos no sistema de saúde de Querência, a equipe médica intubou a criança para garantir a estabilidade das vias aéreas. Durante o deslocamento terrestre de emergência em uma ambulância até Água Boa, o lactente sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele deu entrada na unidade regional estabilizado por aparelhos, mas com dependência urgente de cuidados intensivos para reverter sucessivas quedas na saturação de oxigênio.
A barreira imposta pela ausência inicial de leitos de alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS) resultou na judicialização do atendimento. O núcleo da Defensoria Pública assumiu a representação legal da família e protocolou um peticionamento de urgência. Como contingência, a ação chegou a requerer que o Governo de Mato Grosso arcasse com a logística de voo e os custos de internação em um hospital da rede privada na cidade de Ribeirão Preto (SP), medida extrema solicitada para resguardar a vida da criança.
A ofensiva jurídica e a repercussão da urgência médica aceleraram os trâmites no interior da Central de Regulação do Estado, que remanejou a demanda e viabilizou a vaga na própria capital mato-grossense nas últimas horas. A confirmação do resgate aéreo foi oficializada pela avó do menino, permitindo que os pais deixassem a casa de apoio hospitalar em Água Boa. O foco da família concentra-se, agora, na admissão clínica de Uruan na unidade de referência cuiabana e no monitoramento de sua resposta à terapia intensiva.
========================================================================================
Atualizada em 15/04/2026
Família de Querência apela por UTI para bebê intubado em hospital de Água Boa
Avó procurou a reportagem para expor a urgência da transferência do recém-nascido, que sofreu parada cardíaca e aguarda liminar da Defensoria Pública.
O agravamento clínico do recém-nascido Uruan Thaylon Kaiabi Leão, de apenas 28 dias, levou sua família, residente em Querência (MT), a apelar publicamente por celeridade do Estado na liberação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. Em relato à reportagem do portal Notícias Interativa, a avó da criança detalhou a angústia da espera por um leito de alta complexidade. O bebê encontra-se internado e intubado no Hospital Regional de Água Boa, no leste de Mato Grosso, apresentando quedas sucessivas de saturação em decorrência de bronquiolite e pneumonia.
A emergência médica teve início na última semana, na cidade natal da família, quando uma obstrução nasal persistente evoluiu para um severo comprometimento pulmonar, atestado por exames de imagem no domingo (12). Diante da falta de suporte avançado para neonatos em Querência, a criança precisou ser intubada na terça-feira (14) e encaminhada à unidade regional. Durante o trajeto na ambulância até Água Boa, o lactente sofreu uma parada cardiorrespiratória, de acordo com informações da avó, chegando ao destino estabilizado por aparelhos, mas clinicamente dependente de uma transferência imediata para sobreviver.
Paralelamente ao contato com a imprensa local, o caso avança na esfera jurídica. A Defensoria Pública de Mato Grosso, por meio de seu núcleo em Querência, assumiu a representação legal da família ao constatar a ausência de leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe obteve um orçamento em um hospital da rede privada no município de Ribeirão Preto (SP) e elaborou um peticionamento de urgência. A medida requer que o plantão judiciário obrigue o Governo Estadual a arcar com os custos integrais da internação e do transporte aeromédico especializado.
O processo tramita em caráter liminar, etapa decisiva que antecede a intimação formal das autoridades de saúde para o cumprimento da ordem judicial. Enquanto aguardam o parecer que autorizará o custeio e a remoção para o centro médico paulista, os pais da criança permanecem alojados em uma casa de apoio anexa à unidade de saúde em Água Boa, longe de casa. A Defensoria Pública orientou os familiares a monitorarem o andamento da ação diretamente pelos canais oficiais de atendimento, mantendo prontidão para o deslocamento aéreo assim que a vaga for garantida pela Justiça.

